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Irã divulga proposta de acordo com Estados Unidos para reduzir tensões regionais e marítimas

27 de Maio de 2026 às 12:30

A TV estatal do Irã divulgou minuta de acordo com os Estados Unidos para a retirada de tropas americanas e fim do bloqueio naval em troca da normalização do tráfego no Estreito de Ormuz. O documento prevê a gestão marítima compartilhada entre Irã e Omã, com possibilidade de resolução da ONU em 60 dias. A Casa Branca negou a veracidade do memorando

A TV estatal do Irã divulgou, nesta quarta-feira (27), a existência de uma minuta de memorando de entendimento com os Estados Unidos para a pacificação de tensões regionais. O documento propõe a retirada de forças militares americanas das proximidades do território iraniano e o fim do bloqueio naval. Em contrapartida, Teerã assumiria o compromisso de normalizar o fluxo de navios comerciais no Estreito de Ormuz, retornando aos níveis anteriores ao conflito no prazo de um mês.

A proposta exclui embarcações militares do acordo e estabelece que a gestão do tráfego marítimo no Estreito de Ormuz ficaria sob responsabilidade do Irã, em parceria com Omã. Caso as negociações resultem em um pacto final em 60 dias, o texto seria transformado em uma resolução vinculativa do Conselho de Segurança da ONU. No entanto, a Casa Branca refutou a veracidade do documento, classificando o memorando como uma invenção.

O cenário ocorre enquanto as duas nações mantêm um cessar-fogo desde 8 de abril, embora tenham travado uma guerra de declarações nas últimas semanas. Na última segunda-feira (25), o chanceler, o governador do Banco Central e o principal negociador do Irã estiveram em Doha para reuniões com o primeiro-ministro do Catar. O processo diplomático conta ainda com a mediação do Paquistão.

Apesar de Teerã ter acusado Washington de violar a trégua recentemente, com ataques graves que levaram o país a advertir sobre possíveis represálias, Mohamad Akbarzadeh, vice-chefe político da Marinha da Guarda Revolucionária Islâmica, minimizou a possibilidade de retomada das hostilidades nesta quarta-feira.

O conflito teve início no final de fevereiro, com ofensivas americanas e israelenses contra o Irã. A instabilidade se expandiu por diversas frentes no Oriente Médio, gerando reflexos diretos no mercado global de energia.

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