Irã e Estados Unidos divergem sobre cobrança de taxas no Estreito de Ormuz após acordo de paz
Estados Unidos e Irã divergem sobre a cobrança de pedágios no Estreito de Ormuz após acordo de paz anunciado no domingo. Enquanto Donald Trump afirma a isenção de taxas, o governo iraniano anunciou a implementação de cobranças por serviços marítimos. A assinatura oficial do tratado ocorrerá nesta sexta-feira, em Genebra
O acordo de paz firmado entre Estados Unidos e Irã, anunciado no último domingo (14) após três meses de conflito, enfrenta a primeira divergência pública sobre a circulação de navios no Estreito de Ormuz. Enquanto o presidente Donald Trump afirmou ao jornal The New York Times que a pactuação garante a isenção permanente de pedágios na via marítima, o Ministério das Relações Exteriores do Irã anunciou, nesta segunda-feira (15), a implementação de taxas por serviços marítimos para as embarcações que cruzarem a região.
O controle do trânsito no canal é exercido na prática pelo Irã, que detém a maior parte da costa do estreito, ponto estratégico por onde transita aproximadamente 20% do petróleo e do gás consumidos globalmente. Até o momento, o governo norte-americano não se pronunciou sobre a cobrança anunciada por Teerã.
A assinatura oficial do tratado ocorrerá na sexta-feira (19), em Genebra, na Suíça, com a mediação do Paquistão. Trump atribuiu a resolução do acordo ao apoio dos presidentes da Rússia, Vladimir Putin, e da China, Xi Jinping.
Em contrapartida, o presidente dos Estados Unidos criticou o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, com quem teria tido uma discussão telefônica ríspida na semana passada devido às ofensivas israelenses no Líbano. Trump declarou que, apesar das objeções de Netanyahu, sua gestão evitou que Israel sofresse uma destruição nuclear.
O líder norte-americano revelou ainda que, caso a diplomacia com o Irã tivesse falhado, sua estratégia seria assumir a posição de "guardião do Oriente Médio", o que lhe permitiria capturar 20% das receitas geradas na região.