Irã executa mulher condenada por matar o marido com soníferos
O Irã executou Asma Zarei, de 28 anos, por enforcamento em 20 de maio, em Ardebil, sob acusação de matar o marido. A condenação foi confirmada pelas organizações Hengaw e Iran Human Rights. Zarei é a sexta mulher executada no país este ano
/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a/internal_photos/bs/2023/l/W/dXBHhbRUyBw6qwVv4BCw/64245814-1006.jpg)
O Irã executou Asma Zarei, de 28 anos, no dia 20 de maio, na cidade de Ardebil, localizada no noroeste do país. A condenação ocorreu sob a acusação de ter assassinado o marido utilizando soníferos. A execução, realizada por enforcamento, não foi divulgada pelos veículos de imprensa locais, mas foi confirmada pelas organizações de direitos humanos Hengaw e Iran Human Rights (IHR).
Zarei estava detida há três anos e deu à luz um filho durante o período de reclusão. Antes de ser executada, a mulher solicitou que a mãe assumisse a criação da criança, que atualmente tem dois anos.
O caso integra um cenário de rigor penal contra mulheres no país. Asma Zarei é a sexta mulher executada no decorrer deste ano. Dados de um relatório de 2026 da IHR apontam que, em 2025, ao menos 48 mulheres foram executadas no Irã, sendo que 21 delas haviam sido condenadas por matar maridos ou noivos.
Entidades de direitos humanos destacam que muitas dessas condenações envolvem mulheres que reagiram a maridos abusivos, inclusive em casos de casamentos entre parentes. A execução costuma ser o desfecho quando a condenada não consegue reunir o "dinheiro de sangue", valor exigido para evitar a pena capital.