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Irã fecha o Estreito de Ormuz por tempo indeterminado após ofensiva aérea dos Estados Unidos

11 de Junho de 2026 às 09:03

O Irã fechou o Estreito de Ormuz por tempo indeterminado após ataques aéreos dos Estados Unidos contra instalações militares no sul do país. Em resposta, a Guarda Revolucionária iraniana atacou a Quinta Frota dos EUA no Bahrein, enquanto Washington intensificou o bloqueio naval e bombardeou petroleiros

O Irã fechou completamente o Estreito de Ormuz por tempo indeterminado, em resposta a uma nova ofensiva aérea dos Estados Unidos contra seu território ocorrida na noite de quarta-feira (10). A medida, anunciada nesta quinta-feira (11), coincide com a condenação do Ministério das Relações Exteriores iraniano, que afirmou que os bombardeios tornaram o cessar-fogo vigente desde abril praticamente inexistente, atribuindo aos líderes norte-americanos a responsabilidade pelas consequências do conflito.

A operação militar dos EUA concentrou-se no sul do Irã, atingindo radares, sistemas de defesa aérea e unidades de comando de drones. Explosões foram registradas nas cidades portuárias de Bandar Abbas, Minab, Kargan e Sirik, além da ativação de defesas aéreas em Isfahan. O governo de Washington justificou a primeira onda de ataques como retaliação à derrubada de um helicóptero Apache. O secretário de Guerra, Pete Hegseth, defendeu que as ações contra instalações-chave visam avançar os interesses militares da região para viabilizar uma solução diplomática, embora Teerã tenha declarado que não negocia sob ameaças.

Em retaliação, a Guarda Revolucionária do Irã (IRGC) atacou a Quinta Frota dos EUA, sediada no Bahrein. Explosões foram ouvidas em Hamad Town e na capital Manama, resultando em danos a residências, veículos incendiados e ferimentos em uma criança de 11 anos, causados por destroços de drones interceptados.

No campo naval, os Estados Unidos intensificaram o bloqueio a portos e áreas costeiras iranianas no Golfo Pérsico e no Golfo de Omã. O Comando Central (CENTCOM) confirmou que, nesta quinta-feira, às 0h30 (horário de Brasília), bombardeou o petroleiro M/T Jalveer, de bandeira da Guiné-Bissau, que tentava transportar petróleo do Irã. Outras embarcações de Palau, o M/T Marivex e o M/T Settebello, também foram alvos de ataques na segunda e terça-feira; no caso do Settebello, três marinheiros indianos morreram. Desde 13 de abril, as forças americanas desativaram nove navios e redirecionaram outros 135.

Paralelamente, o Irã afirmou ter atacado dois navios que violavam seu bloqueio. A embaixada da Índia em Omã relatou um incidente próximo ao porto de Shinas nesta quinta-feira. Enquanto a agência iraniana Tasnim informou a morte de três marinheiros, o Ministério das Relações Exteriores da Índia assegurou que os 20 cidadãos indianos a bordo estão em segurança.

O presidente Donald Trump confirmou a operação de caças americanos no espaço aéreo iraniano e afirmou ter conversado com autoridades de Teerã na quarta-feira, as quais teriam solicitado a interrupção dos bombardeios. O governo iraniano negou a existência de tais diálogos. Trump ainda ressaltou que Israel não participou da missão e manteve a possibilidade de novas ações militares no país.

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