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Irã ganha terreno em guerra contra Israel após intervenção das milícias xiitas

04 de Abril de 2026 às 19:30

O Irã e Israel continuam em estado de guerra, enquanto milícias xiitas pressionam pela saída das tropas dos EUA do Iraque. O Hezbollah libanês anunciou ações militares diárias contra os israelenses na fronteira sul do Líbano. A Embaixada dos EUA em Bagdá publicou alertas de segurança para funcionários, devido à tensão crescente no país

O cenário na região do Oriente Médio está se tornando cada vez mais tenso. A guerra entre o Irã e Israel ganhou um novo patamar com a intervenção das milícias xiitas no Iraque, que pressionam pela saída das tropas dos Estados Unidos (EUA) do país.

O Hezbollah libanês tem sido extremamente ativo na região, anunciando dezenas de ações militares diárias contra os israelenses na fronteira sul do Líbano. Segundo o grupo, quase 100 tanques Merkava foram destruídos nesse período de guerra.

No Iraque, as milícias xiitas têm reivindicado ataques com drones e mísseis contra bases no país e a embaixada dos EUA. A tensão é tanta que a Embaixada dos EUA em Bagdá publicou alertas de segurança para os funcionários.

O professor da Pontifícia Universidade Católica (PUC) de Minas, Danny Zahreddine, avalia que o Irã está ganhando terreno na guerra. "Reativar a frente libanesa com o Hezbollah dividiu a força israelense em duas frentes", diz ele.

O major-general português Agostinho Costa concorda com essa análise e afirma que o Irã tem uma vantagem estratégica sobre os EUA e Israel no campo de batalha. "Eles apresentaram um conjunto de soluções para as quais o poder aéreo norte-americano e israelense estão anuladas", explica.

No entanto, é importante notar que os mísseis iranianos ainda podem causar estragos em Israel. Segundo Tel-Aviv, eles conseguem interceptar cerca de 90% dos mísseis lançados contra o país, mas os 10% restantes são capazes de atingir alvos estratégicos.

A situação é complexa e está longe de ser resolvida. A guerra no Oriente Médio continua a se intensificar, com consequências graves para as nações envolvidas.

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