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Irã intensifica ataques contra aliados dos Estados Unidos no Kuwait, Bahrein e Jordânia

18 de Julho de 2026 às 09:02

O Irã atacou bases militares dos Estados Unidos no Kuwait, Bahrein e Jordânia neste sábado (18). A ação ocorre após sete dias de bombardeios americanos em território iraniano, resultando em mortes, danos a infraestruturas civis e alta no preço do petróleo

O Irã intensificou as ofensivas militares no Golfo neste sábado (18), lançando ataques contra aliados dos Estados Unidos na região. A ação ocorre após sete dias consecutivos de bombardeios americanos contra alvos militares, logísticos e marítimos em território iraniano, consolidando a escalada do conflito uma semana após o fim do cessar-fogo.

Alvos no Kuwait, Bahrein e Jordânia

A Guarda Revolucionária Islâmica do Irã informou ter atingido o Campo Arifjan, centro de apoio militar dos EUA no Kuwait, além de ter destruído um radar na Base Aérea de Ali Al Salem. No país, a instabilidade resultou na suspensão das atividades do Aeroporto Internacional do Kuwait devido a ameaças constantes de drones e mísseis, e no impacto a uma usina de geração de energia e dessalinização — o segundo ataque a esse tipo de instalação em 48 horas.

As operações iranianas também atingiram a Base Aérea de Sheikh Isa, no Bahrein, focando em um centro de inteligência e aeronaves de combate. Na Jordânia, a TV estatal iraniana relatou a destruição de dois caças e outras três aeronaves na base americana de Al Azraq durante a madrugada deste sábado.

Impactos na infraestrutura civil e baixas

O conflito expandiu-se para alvos civis, gerando preocupações internacionais sobre possíveis crimes de guerra. No sul do Irã, a cidade de Jask teve instalações de energia e unidades de dessalinização atingidas, deixando cerca de 10 mil pessoas sem água em 20 vilarejos. Na província de Hormozgan, ataques na madrugada de sábado causaram a morte de três pessoas, oito feridos e danos a um túnel e duas pontes.

Anteriormente, a imprensa iraniana registrou a morte de sete pessoas em bombardeios contra pontes no porto de Bandar Khamir, onde uma estação ferroviária também foi danificada. Outros alvos americanos incluíram cinco pontes no sul do país e um aeroporto em Iranshahr.

Tensões marítimas e repercussões econômicas

A disputa pelo controle do tráfego marítimo tornou-se um ponto crítico. Enquanto Washington impõe um bloqueio naval, Teerã passou a atacar embarcações que, segundo o governo iraniano, violam as regras de navegação no Estreito de Ormuz, rota fundamental para cerca de 20% do abastecimento mundial de petróleo.

Essa instabilidade refletiu nos mercados financeiros, com a alta de mais de 4% no preço do petróleo na última sexta-feira, atingindo o patamar mais elevado em mais de um mês. O cenário pressiona politicamente o presidente Donald Trump, especialmente enquanto o Partido Republicano busca manter a maioria nas eleições legislativas de novembro.

Perspectivas de escalada

O Comando Central das Forças Armadas dos EUA confirmou a conclusão de sete dias de ataques a depósitos de armas, sistemas de vigilância e infraestrutura logística do Irã. O governo americano justifica as ações no sul do país como forma de ampliar as opções militares do presidente Trump, que ameaçou realizar ataques aéreos em larga escala e não descarta uma ofensiva terrestre contra ilhas ou a costa iraniana.

O secretário-geral da ONU, António Guterres, manifestou preocupação com a intensificação dos ataques a infraestruturas civis. O risco atual envolve novas retaliações iranianas contra países do Golfo ou a ampliação de ataques de aliados de Teerã no Iêmen contra navios no Mar Vermelho, o que pode gerar novas interrupções no fornecimento global de energia.

Com informações de G1

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