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Irã transfere base de treinamento para o México após Estados Unidos negarem vistos a dirigentes

06 de Junho de 2026 às 09:02

A seleção do Irã transferiu sua base de treinamento para o México após os Estados Unidos negarem vistos a dirigentes e profissionais, incluindo o presidente da Federação, Mehdi Taj. A restrição baseia-se em vínculos com a Guarda Revolucionária Islâmica. A equipe estreia contra a Nova Zelândia em 15 de junho, em Los Angeles

Irã transfere base de treinamento para o México após Estados Unidos negarem vistos a dirigentes
Getty Images via BBC

A participação do Irã na Copa do Mundo ocorre sob forte tensão diplomática e militar, com a seleção nacional transferindo sua base de treinamento de Tucson, no Arizona, para Tijuana, no México. A mudança ocorreu após a embaixada iraniana na Turquia denunciar a recusa de vistos para a maior parte da diretoria, assessores e comissão técnica, classificando a medida de Washington como discriminação intencional.

Embora a Casa Branca e o embaixador dos EUA na Turquia, Tom Barrack, tenham confirmado a concessão de vistos para os jogadores e a equipe técnica essencial, a agência Fars reportou que mais de doze profissionais das áreas médica e esportiva foram barrados. Entre os impedidos está o presidente da Federação Iraniana de Futebol, Mehdi Taj.

A restrição americana baseia-se em vínculos com a Guarda Revolucionária Islâmica. O secretário de Estado, Marco Rubio, reiterou que indivíduos ligados a esse braço das forças armadas não terão entrada no país, justificando a proibição de Taj, ex-comandante da Guarda que já havia sido impedido de participar do sorteio do torneio em dezembro.

O cenário esportivo reflete o conflito ativo entre as nações, sendo a primeira vez desde 1930 que um anfitrião de Copa do Mundo recebe um país com o qual está em guerra. A instabilidade é evidenciada por ataques aéreos dos Estados Unidos contra instalações iranianas, sob a alegação de ameaças ao tráfego marítimo no Estreito de Ormuz, enquanto negociações de paz progridem lentamente.

Apesar do clima hostil, o embaixador do Irã no México, Abolfazl Pasandideh, afirmou que a decisão de competir em território inimigo representa a busca do país pela paz. A delegação iraniana deve chegar ao México neste domingo (7), após escala na Espanha.

A seleção, integrante do Grupo G, mantém sua agenda de jogos: estreia contra a Nova Zelândia em 15 de junho, enfrenta a Bélgica no dia 21 de junho, ambas em Los Angeles, e encerra a fase de grupos contra o Egito em 27 de junho, em Seattle.

Com informações de G1

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