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Iran Afirma Não Ter Hostilidade Contra Estados Unidos em Carta Pública ao Povo Americano

04 de Abril de 2026 às 19:35

O presidente do Irã, Masoud Pezeshkian, afirmou que seu país não nutre hostilidade contra as nações estrangeiras. Ele criticou a concentração de forças militares americanas ao redor do Irã e os recentes ataques contra suas bases. O presidente também questionou se os interesses do povo americano estão sendo atendidos por essa guerra

Em uma carta pública dirigida aos cidadãos americanos e aqueles que buscam conhecer a verdade, o presidente do Irã, Masoud Pezeshkian, afirmou que seu país não nutre hostilidade contra outras nações, incluindo os Estados Unidos. O texto foi publicado em inglês no dia 1º de abril pela rede social X e destaca as intervenções estrangeiras ao longo da história do Irã.

Pezeshkian enfatizou que o país tem uma civilização contínua entre as mais antigas da humanidade, mas nunca escolheu a agressão ou expansão. Ele criticou a concentração de forças militares americanas em torno do Irã e os recentes ataques contra suas bases.

"Os Estados Unidos concentraram o maior número de suas forças, bases e capacidades militares ao redor do Irã — um país que, ao menos desde a fundação dos Estados Unidos, nunca iniciou uma guerra. Agressões americanas recentes lançadas a partir dessas mesmas bases demonstram quão ameaçadora essa presença militar realmente é", destacou.

O presidente iraniano também abordou as relações históricas entre os dois países, incluindo o golpe de Estado contra Mohammad Mossadegh em 1953 e o apoio ao regime do xá. Ele argumentou que esses eventos semearam desconfiança entre os americanos e os iranianos.

Pezeshkian também destacou as pressões fracassadas para enfraquecer o Irã, incluindo sanções econômicas, guerra e agressão militar. No entanto, ele afirmou que esses esforços apenas fortaleceram a nação em diversas áreas.

"A continuidade da agressão militar e os bombardeios recentes afetam profundamente a vida, as atitudes e as perspectivas das pessoas", disse o presidente. "Isso reflete uma verdade humana fundamental: quando a guerra inflige danos irreparáveis a vidas, lares, cidades e futuros, as pessoas não permanecem indiferentes aos responsáveis".

Além disso, Pezeshkian questionou se os interesses do povo americano estão sendo atendidos por essa guerra. Ele também sugeriu que o conflito pode ser influenciado pelo governo israelense e seus objetivos.

"Não é verdade que Israel, ao fabricar uma ameaça iraniana, busca desviar a atenção global de seus crimes contra os palestinos? Não é evidente que Israel agora pretende lutar contra o Irã até o último soldado americano e até o último dólar do contribuinte americano — deslocando o ônus de suas ilusões sobre o Irã, a região e os próprios Estados Unidos, em busca de interesses ilegítimos?", perguntou.

A carta também destaca as consequências da guerra para a população iraniana e questiona se os ataques americanos servem apenas para prejudicar ainda mais a posição global dos EUA.

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