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Israel atinge mais de 80 alvos no Líbano após mortes de oficiais em combates

19 de Junho de 2026 às 09:04

Israel atacou mais de 80 alvos no Líbano nesta sexta-feira (19), matando integrantes do Hezbollah e ao menos 18 pessoas, segundo o Ministério da Saúde libanês. A ofensiva ocorreu após a morte de quatro oficiais israelenses e ferimentos em outros quatro. Benjamin Netanyahu rejeitou pedidos de Donald Trump para retirar as tropas do sul do Líbano

As Forças Armadas de Israel atingiram mais de 80 alvos no Líbano nesta sexta-feira (19), resultando na morte de dezenas de integrantes do Hezbollah. A ofensiva é justificada pelo governo israelense como uma resposta a sucessivas violações do cessar-fogo cometidas pelo grupo. A ação ocorre após a confirmação de que quatro oficiais morreram em combates no sul do Líbano na quinta-feira (18) e outros quatro foram feridos por um ataque de drone. O Ministério da Saúde libanês contabilizou, ao menos, 18 mortos nos bombardeios.

O primeiro-ministro Benjamin Netanyahu lamentou a perda dos soldados e afirmou que Israel não tolerará ataques ao seu território ou efetivo militar, assegurando que as tropas não deixarão o Líbano. O governo israelense mantém a ocupação de uma Zona de Segurança no sul do país vizinho, área que se estende por cerca de 10 quilômetros a partir da fronteira, com a justificativa de proteger os residentes do norte de Israel.

Essa postura militar ignora o acordo de paz firmado na quarta-feira (17) entre Estados Unidos e Irã, que exige o fim dos conflitos em todas as frentes e a preservação da soberania e integridade territorial do Líbano. Netanyahu tem rejeitado os pedidos do presidente Donald Trump para a retirada das tropas e a interrupção dos ataques.

Em negociações descritas como difíceis com Washington, autoridades israelenses defendem a permanência do destacamento militar no sul libanês. O argumento é que o pacto mediado pelos EUA não supre as preocupações de Israel sobre o programa nuclear do Irã.

A tensão entre os aliados reflete-se em declarações recentes de Donald Trump, que admitiu ter tido uma discussão acalorada com Netanyahu, chegando a chamá-lo de "louco". O presidente norte-americano criticou a estratégia militar israelense em Beirute, questionando a necessidade de destruir prédios residenciais para localizar militantes do Hezbollah, e sugeriu que a Síria assumisse a responsabilidade de lidar com o grupo extremista.

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