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Israel divulga imagens de ataques contra sistemas de defesa aérea no território iraniano

08 de Junho de 2026 às 09:06

Israel atacou sistemas de defesa aérea no Irã nesta segunda-feira (8), atingindo Teerã, Tabriz e Isfahan em retaliação a mísseis anteriores. O governo iraniano fechou seu espaço aéreo e declarou bases militares dos Estados Unidos e ativos israelenses como alvos legítimos

Israel divulga imagens de ataques contra sistemas de defesa aérea no território iraniano
REUTERS/Naama Stern

As Forças Armadas de Israel divulgaram, nesta segunda-feira (8), imagens de ataques realizados contra o território iraniano. A operação, que atingiu sistemas de defesa aérea destinados a interceptar aeronaves, ocorreu na manhã do mesmo dia (noite de domingo, 7, no horário de Brasília) e teve como objetivo retaliar mísseis disparados por Teerã no dia anterior. Explosões foram registradas nas cidades de Teerã, Tabriz e Isfahan.

O ciclo de confrontos teve início após Israel bombardear prédios em um subúrbio de Beirute, no Líbano, sob a justificativa de neutralizar terroristas do Hezbollah que planejavam um atentado. Essa ação rompeu a trégua estabelecida em abril e ignorou as garantias dadas pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de que não haveria novos bombardeios ao Líbano. Em resposta ao ataque em Beirute, o Irã lançou mísseis contra uma base militar israelense, embora não tenham sido registrados feridos e as interceptações tenham sido documentadas pelo sistema Domo de Ferro.

A escalada bélica evidencia a fragilidade dos acordos diplomáticos na região. Donald Trump, que tentou mediar um cessar-fogo entre Israel e o Hezbollah durante a semana, chegou a telefonar para o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu solicitando que não houvesse resposta militar contra o Irã. O presidente norte-americano afirmou ao jornal Financial Times que Netanyahu deveria aceitar o acordo de paz entre Washington e Teerã, que segue em negociação, alegando deter o controle da situação. Trump também criticou as incursões israelenses no Líbano, chegando a classificar Netanyahu como "completamente louco".

A divergência sobre a abrangência da trégua é central no conflito: enquanto Paquistão e Irã defendem que o Líbano estaria contemplado no acordo, EUA e Israel sustentam que a suspensão de ataques se limitava ao território iraniano e aos países do Golfo Pérsico.

O governo iraniano, por meio do porta-voz do Ministério de Relações Exteriores, Esmaeil Baghaei, atribuiu a responsabilidade direta pelos ataques aos Estados Unidos, argumentando que Israel não age sem consultar Washington. Para Teerã, as ações israelenses aprofundam a desconfiança em relação aos EUA e prejudicam o processo diplomático.

Como consequência imediata, o presidente do Parlamento iraniano e negociador com os EUA, Mohammad Qalibaf, anunciou o fechamento do espaço aéreo do Irã. O Iraque também suspendeu a navegação aérea e fechou seu espaço aéreo por 72 horas. Além disso, o Irã declarou que as 19 bases militares dos Estados Unidos no Oriente Médio — localizadas em países como Egito, Iraque, Arábia Saudita, Omã e Emirados Árabes Unidos —, bem como ativos israelenses na região, voltaram a ser alvos legítimos.

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