Israel e Líbano discutem transferência de controle de áreas no sul libanês com apoio dos Estados Unidos
Israel e Líbano discutem projeto piloto, com apoio dos Estados Unidos, para transferir o controle de áreas no sul libanês para as Forças Armadas do Líbano. A proposta prevê treinamentos e verificações americanas para assegurar a ausência de vínculos com o Hezbollah, enquanto Israel mantém presença militar na zona de segurança. Beirute condiciona o avanço das conversas a um cronograma de retirada total das tropas israelenses
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Israel e Líbano discutem a implementação de um projeto piloto, com suporte dos Estados Unidos, para transferir o controle de áreas no sul libanês das tropas israelenses para as Forças Armadas do Líbano. A proposta prevê que os militares libaneses envolvidos na operação sejam submetidos a treinamentos e a uma verificação conduzida pelo governo americano, visando garantir a ausência de vínculos com o Hezbollah. Mesmo com a transferência parcial, Israel manterá sua presença militar na zona de segurança, definida atualmente como a faixa de 10 quilômetros a partir da fronteira.
A iniciativa surge em um contexto de intensificação do conflito regional, que tornou o Líbano uma frente central nas negociações entre Washington e Teerã. Desde março, os embates entre Israel e o Hezbollah, aliado do Irã, resultaram em milhares de mortes no território libanês, elevando a urgência por um cessar-fogo.
As divergências sobre a permanência militar permanecem como um ponto crítico. Beirute condiciona o avanço das conversas, que tinham previsão de retomada nesta terça-feira (23), à apresentação de um cronograma razoável para a retirada total das tropas israelenses. Em contrapartida, autoridades de Israel afirmam que seus militares permanecerão no sul do Líbano por tempo indeterminado.
Para o governo israelense, as negociações representam a chance de estabelecer um acordo de paz e promover o desarmamento do Hezbollah. David Mencer, porta-voz de Israel, aponta o grupo como o principal impedimento para um entendimento bilateral, defendendo que a organização seja desmantelada.
Do lado libanês, há cautela quanto ao desarmamento do Hezbollah desde 2025, devido ao risco de que tal medida provoque um conflito civil interno. O próprio Hezbollah rejeita a entrega total de suas armas e defende que o governo do Líbano interrompa as negociações diretas com Israel.