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Israel elimina chefe da ala militar do Hamas em ataque aéreo na Cidade de Gaza

16 de Maio de 2026 às 18:02

As Forças Armadas de Israel mataram Izz al-Din al-Haddad, chefe militar do Hamas, em ataque aéreo na Cidade de Gaza nesta sexta-feira (15). A operação resultou também na morte da esposa e da filha do líder, além de outros sete palestinos

Israel elimina chefe da ala militar do Hamas em ataque aéreo na Cidade de Gaza
Reprodução/ECFR

As Forças Armadas de Israel eliminaram Izz al-Din al-Haddad, chefe da ala militar do Hamas, em um ataque aéreo preciso realizado na sexta-feira (15) na Cidade de Gaza. A morte do líder, ocorrida em um prédio residencial, representa a baixa de maior escalão do grupo desde o cessar-fogo estabelecido em outubro com apoio dos Estados Unidos. O primeiro-ministro Benjamin Netanyahu e o ministro da Defesa apontaram al-Haddad como um dos arquitetos da ofensiva de 7 de outubro de 2023, atribuindo a ele a responsabilidade por sequestros e assassinatos de civis e soldados israelenses.

Nascido em 1970, al-Haddad — conhecido como “Fantasma” por ter sobrevivido a diversas tentativas de assassinato — integrou a hierarquia do Hamas desde a fundação do grupo nos anos 1980. Ele havia assumido o comando militar em Gaza em maio de 2025, após a morte de Mohammad Sinwar. O Hamas confirmou o óbito do dirigente, descrevendo-o como peça central nas operações militares. O funeral de al-Haddad, realizado neste sábado (16) na Mesquita dos Mártires de Al Aqsa, incluiu o sepultamento de sua esposa e de sua filha de 19 anos, que morreram no mesmo ataque.

A operação contra o líder do Hamas integrou uma série de bombardeios na sexta-feira que resultaram na morte de sete palestinos, incluindo uma criança e três mulheres. A violência persistiu no sábado, com novos ataques aéreos que mataram ao menos três pessoas: dois homens em um veículo próximo ao Hospital Al Shifa, na Cidade de Gaza, e outro indivíduo no campo de refugiados de Jabalia, ao norte. O Exército israelense não se pronunciou sobre esses episódios específicos.

Desde a trégua de outubro, ataques israelenses causaram a morte de aproximadamente 850 palestinos, sem distinção entre civis e combatentes. No mesmo intervalo, quatro soldados israelenses foram mortos por militantes, enquanto o Hamas mantém sigilo sobre suas próprias baixas.

A intensificação das ofensivas em Gaza ocorreu após a interrupção de bombardeios conjuntos entre Israel e Estados Unidos contra o Irã. Segundo os militares israelenses, a medida visa conter o reforço do controle do Hamas no território. Paralelamente, Israel e o grupo palestino permanecem em impasse nas negociações indiretas sobre o plano pós-guerra proposto pelo presidente Donald Trump para encerrar o conflito, que já dura mais de dois anos.

Com informações de G1

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