Israel, Líbano e Estados Unidos assinam acordo para estabelecer diretrizes de segurança e paz regional
Israel, Líbano e Estados Unidos assinaram em Washington um acordo-quadro para diretrizes de negociações de paz. O documento permite que as Forças Armadas do Líbano assumam duas zonas-piloto próximas ao rio Litani. Israel relatou a morte de sete integrantes do Hezbollah em operação realizada na mesma sexta-feira
Israel, Líbano e Estados Unidos formalizaram, nesta sexta-feira (26), um acordo-quadro em Washington que define as diretrizes para negociações futuras. O documento, cujo teor não foi divulgado, visa estabelecer as bases para a segurança e a paz duradoura na região, conforme detalhado pelo secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio.
A assinatura é o resultado de conversas diretas entre Israel e Líbano iniciadas em meados de abril, sob mediação dos Estados Unidos, marcando o primeiro diálogo desse tipo entre as duas nações em décadas.
Apesar do avanço diplomático, o primeiro-ministro israelense manteve a posição de que suas tropas permanecerão no sul do Líbano até que o Hezbollah abra mão de seu arsenal. No entanto, as Forças Armadas do Líbano receberão a permissão do exército israelense para assumir o controle de duas zonas-piloto, localizadas respectivamente ao norte e ao sul do rio Litani, situado a cerca de trinta quilômetros da fronteira.
Paralelamente ao acordo, Israel relatou a morte de sete integrantes do Hezbollah em uma operação nesta sexta-feira. Segundo as forças militares, o grupo transportava armamentos para uma estrutura em al-Manzala, utilizada como posto de observação e combate para atacar soldados israelenses.
A intensidade dos confrontos entre Israel e o grupo xiita pró-Irã apresentou queda significativa desde meados de junho, após a assinatura de um memorando de entendimento entre Estados Unidos e Irã. Na ocasião, Teerã condicionou o acordo à inclusão de uma cessação das hostilidades em território libanês. Mesmo com a redução da violência, Netanyahu reiterou que o Exército de Israel preserva total liberdade de ação contra ameaças no sul do Líbano, onde mantém a ocupação de uma zona de segurança.