Israel prende dois soldados que desrespeitaram símbolo religioso cristão no sul do Líbano
As Forças de Defesa de Israel prenderam dois soldados que desrespeitaram a imagem da Virgem Maria no sul do Líbano. As punições são de 21 e 14 dias de detenção para os militares envolvidos na ação
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As Forças de Defesa de Israel puniram com prisão militar dois soldados que desrespeitaram um símbolo religioso cristão no sul do Líbano. A medida, anunciada nesta segunda-feira (11), ocorreu após a divulgação de uma imagem em que um militar coloca um cigarro na boca de uma estátua da Virgem Maria, enquanto outro soldado registra a cena em fotografia.
O militar que posou para a foto cumprirá 21 dias de detenção, enquanto o responsável pelo registro fotográfico recebeu uma punição de 14 dias. A repercussão negativa nas redes sociais levou a porta-voz do Exército, tenente-coronel Ariella Mazor, a declarar via rede social X que a instituição respeita a liberdade religiosa e os locais sagrados de todas as comunidades, tratando o episódio com seriedade.
Este incidente soma-se a outro caso recente na vila de Debel, também no sul do Líbano, onde um soldado utilizou um machado contra uma imagem de Jesus crucificado que estava caída. Naquela ocasião, a conduta foi repudiada por políticos israelenses, autoridades religiosas cristãs e líderes estrangeiros, resultando também na prisão dos militares envolvidos.
As tropas israelenses assumiram o controle do sul do Líbano durante o conflito com o Hezbollah, iniciado em 2 de março, após o grupo apoiado pelo Irã disparar mísseis contra a fronteira. Esse movimento ocorreu dois dias depois do começo da guerra envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã. Atualmente, as forças permanecem na região, mesmo com a vigência de uma trégua há vários dias.
No âmbito operacional, o Exército informou nesta segunda-feira a morte de um soldado motorista em combate próximo à fronteira, totalizando 18 baixas na área desde o início do confronto com o Irã. Enquanto Israel sustenta que seus ataques focam apenas em edifícios usados como bases pelo Hezbollah, a escala da destruição gera apreensão entre moradores e autoridades libanesas, que temem a impossibilidade de retorno dos deslocados caso a trégua seja mantida.