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Israel reafirma permanência de tropas no sul do Líbano apesar de pressões dos Estados Unidos

24 de Junho de 2026 às 09:13

Israel reafirmou a permanência de tropas no sul do Líbano, apesar de críticas de Donald Trump. A decisão ocorre em meio a uma trégua fragilizada com o Hezbollah e mortes causadas por soldados israelenses em Nabatieh. As partes discutem a transferência de controle territorial para as Forças Armadas libanesas

Israel reafirma permanência de tropas no sul do Líbano apesar de pressões dos Estados Unidos
REUTERS/Ronen Zvulun/Pool

O governo de Israel reafirmou a permanência de suas tropas no sul do Líbano, ignorando eventuais pressões dos Estados Unidos. A declaração, feita pelo ministro da Defesa nesta quarta-feira (24), intensifica a tensão diplomática com o presidente Donald Trump, que tem criticado publicamente a condução do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu nos ataques ao território libanês. Em resposta, Netanyahu publicou um vídeo na rede social X assegurando que não se renderia.

A postura israelense ocorre enquanto a trégua estabelecida na última sexta-feira (19) entre Israel e o Hezbollah — grupo apoiado pelo Irã — permanece fragilizada. Embora um alto funcionário americano tenha anunciado o início do cessar-fogo naquela data, a troca de ataques persiste. A retirada das forças israelenses e o fim dos bombardeios são pontos centrais da minuta de entendimento assinada entre Irã e Estados Unidos.

A instabilidade do acordo ficou evidente nesta terça-feira (23), quando disparos de soldados israelenses resultaram na morte de duas pessoas no bairro al-Deir, em Nabatieh al-Fawqa. A Defesa Civil e a mídia estatal libanesas relataram que o ataque ocorreu contra um grupo próximo a uma escavadeira que realizava a limpeza de uma estrada. O Exército de Israel confirmou a operação na região de Nabatieh, alegando ter atingido "terroristas armados" que representavam ameaça iminente, mas não mencionou as fatalidades. A força militar justificou a ação afirmando que as tropas atuavam na chamada Zona de Segurança, uma faixa de aproximadamente 10 km na fronteira entre os dois países.

O episódio foi classificado pelo Hezbollah como uma violação da trégua e representou o primeiro ataque reivindicado por Israel no Líbano desde domingo, além de registrar as primeiras mortes causadas por tropas israelenses nos últimos três dias. Paralelamente ao conflito, Israel e Líbano discutem, com apoio dos Estados Unidos, um projeto piloto para transferir o controle de partes do território sul-libanês das forças israelenses para as Forças Armadas libanesas.

Com informações de G1

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