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Israel retoma bombardeios no Líbano apesar de pedido de interrupção de Donald Trump

09 de Junho de 2026 às 09:33

Israel retomou bombardeios em Tiro, no sul do Líbano, nesta terça-feira (9), provocando a fuga de milhares de pessoas. A ação ocorre após a suspensão de ataques mútuos entre Israel e Irã, solicitada por Donald Trump. O governo israelense mantém a ofensiva libanesa apesar do pedido de cessar-fogo do presidente dos Estados Unidos

Israel retomou as ofensivas militares contra o Líbano nesta terça-feira (9), com bombardeios concentrados na cidade de Tiro, região sul do país. A ação provocou a fuga de milhares de residentes e ocorre em um momento de tensão diplomática com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que havia solicitado a interrupção dos ataques.

O movimento acontece logo após um breve período de trégua entre Israel e Irã. Na segunda-feira (8), ambos os países suspenderam as agressões mútuas atendendo a um apelo direto de Trump para que o conflito fosse interrompido. A suspensão ocorreu após um ciclo de retaliações iniciado no domingo (7), quando o Irã atacou Israel, que respondeu bombardeando três pontos em território iraniano, incluindo a capital Teerã. Na ocasião, as Forças Armadas de Israel divulgaram imagens de mísseis atingindo sistemas de defesa aérea iranianos destinados ao combate de aeronaves.

A interrupção dos bombardeios, no entanto, foi limitada. Israel decidiu cessar apenas os ataques ao Irã, mantendo a ofensiva no Líbano. Essa decisão foi tomada após contato telefônico entre o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu e Donald Trump, que já havia expressado descontentamento na semana anterior ao ter seu pedido de cessar-fogo no Líbano ignorado. Netanyahu reiterou que Israel responderá com força a qualquer nova investida iraniana em seu território.

A escalada militar rompeu o cessar-fogo vigente desde abril e ampliou a instabilidade no Oriente Médio. O governo iraniano, por meio do porta-voz do Ministério de Relações Exteriores, Esmaeil Baghaei, atribuiu a responsabilidade direta pelos ataques aos Estados Unidos, argumentando que as ações de Israel são coordenadas com Washington. Para Teerã, a situação agrava a desconfiança diplomática com o governo americano.

Enquanto o Irã prometeu reagir a novas ofensivas israelenses, as forças de Israel indicam que a pressão no sul do Líbano seguirá intensa nos próximos dias. Além disso, há a possibilidade de bombardeios contra Beirute, caso o grupo Hezbollah mantenha os ataques ao norte de Israel.

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