Iván Cepeda reconhece derrota e Abelardo de la Espriella vence a eleição presidencial na Colômbia
Iván Cepeda reconheceu a derrota para Abelardo de la Espriella na eleição presidencial da Colômbia nesta quarta-feira (24). Espriella obteve 12.959.542 votos, contra 12.708.712 de Cepeda, segundo a contagem preliminar do Conselho Nacional Eleitoral
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O candidato de esquerda Iván Cepeda reconheceu a derrota para Abelardo de la Espriella nesta quarta-feira (24), encerrando a disputa presidencial na Colômbia. A decisão ocorre três dias após o segundo turno, realizado no domingo (21), e reverte a postura anterior de Cepeda, que havia condicionado o reconhecimento do resultado à apuração final e solicitado a impugnação de 33 mil mesas eleitorais devido a supostos erros apontados por observadores de seu partido.
A vitória de Espriella, advogado e empresário de direita, foi consolidada na contagem preliminar do Conselho Nacional Eleitoral (CNE), na qual ele obteve 49,6% dos votos. A diferença entre os concorrentes foi de aproximadamente 250 mil votos — 12.959.542 para Espriella contra 12.708.712 de Cepeda —, margem inferior a um ponto percentual. O Registrador Nacional da Colômbia confirmou, na terça-feira (23), que a divergência entre a pré-contagem e a apuração oficial foi de apenas 0,003% das cédulas, ratificando a tendência inicial.
O processo de escrutínio, etapa em que o CNE verifica a contagem com a presença de advogados dos partidos e do Ministério Público para sanar inconsistências, deve ser finalizado entre terça e quinta-feira (25). Historicamente, a variação entre a contagem preliminar e o resultado oficial no país é mínima.
A eleição de Abelardo de la Espriella, apelidado de "El Tigre", marca uma mudança de direção política na Colômbia, que atualmente é governada por Gustavo Petro, o primeiro presidente de esquerda da história do país. Espriella baseou sua campanha em um discurso antissistema e em propostas de segurança rigorosas, inspiradas no modelo de Nayib Bukele, em El Salvador, incluindo a construção de megapresídios e ofensivas militares contra narcotraficantes e grupos armados. No campo externo, o novo presidente defende acordos militares com os Estados Unidos e a saída da Colômbia de organismos como a ONU e a OEA, sob a justificativa de que tais instituições promovem agendas de esquerda.
O resultado integra um movimento de ascensão da direita na América Latina, alinhando a Colômbia a governos recentes de Jorge Kast, no Chile, e Rodrigo Paz, na Bolívia, além da liderança de Keiko Fujimori no Peru, onde a apuração ainda ocorre. A vitória foi celebrada pelo presidente argentino Javier Milei, que destacou o avanço da liberdade na região.