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Japonês cego planeja atravessar o Oceano Pacífico sozinho em 2027

14 de Julho de 2026 às 09:23

O japonês cego Hiro Iwamoto, de 59 anos, planeja atravessar solitariamente o Oceano Pacífico em fevereiro de 2027. O navegador percorrerá 14 mil quilômetros entre San Diego, nos Estados Unidos, e o Japão

O japonês Hiro Iwamoto, de 59 anos, planeja realizar a travessia solitária do Oceano Pacífico em fevereiro de 2027. O objetivo é navegar aproximadamente 14 mil quilômetros, partindo de San Diego, na Califórnia, com destino ao Japão.

Cego desde os 16 anos por causas desconhecidas, Iwamoto utiliza métodos sensoriais e tecnológicos para navegar. Durante o dia, ele se orienta sentindo o calor do sol no rosto para identificar a direção. Para a navegação técnica, utiliza uma bússola com comando de voz e um aplicativo adaptado, batizado de Lina, que fornece informações sobre a velocidade do vento.

Histórico de navegação e superação

A relação de Iwamoto com o mar começou em 2002, quando passou a velejar por incentivo familiar, encontrando na atividade uma sensação de liberdade superior à experimentada em terra firme.

A primeira tentativa de cruzar o Pacífico ocorreu em 2013, acompanhado pelo apresentador Jiro Shinbo. No entanto, a expedição foi interrompida no sétimo dia após a embarcação colidir com uma baleia-azul. O impacto causou uma rachadura no casco, levando o veleiro ao naufrágio. Os tripulantes ficaram à deriva por 11 horas até serem resgatados pela Marinha japonesa.

Apesar do trauma psicológico e de críticas recebidas em redes sociais na época, Iwamoto retomou o projeto em 2019. Ao lado de Doug Smith, ele concluiu a travessia entre os Estados Unidos e o Japão em 55 dias.

Trajetória pessoal

A busca por desafios extremos faz parte da vida de Iwamoto desde a adolescência. Após enfrentar a dificuldade inicial de aceitar a cegueira, ele passou a escalar montanhas, incluindo o pico mais alto do Japão, motivado pela ideia de inspirar outras pessoas através de suas conquistas.

Para o navegador, a embarcação oferece maior autonomia do que o ambiente terrestre, onde a dependência de guias é constante. A nova expedição, prevista para 2027, exigirá resistência emocional e física para lidar com tempestades e ventos fortes em total isolamento.

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