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Joalherias incentivam a criação de "anéis de divórcio" como símbolos de independência feminina

09 de Julho de 2026 às 06:09

Joalherias incentivam a compra ou reformulação de anéis de divórcio como símbolos de independência feminina. A prática surge como alternativa financeira à baixa rentabilidade da revenda de joias e marca a retomada da autonomia nos gastos

Joalherias incentivam a criação de "anéis de divórcio" como símbolos de independência feminina
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Uma tendência global promovida por joalherias tem incentivado mulheres a marcarem o início de novas etapas em suas vidas através do chamado "anel de divórcio". A prática consiste na aquisição de novas joias ou na reformulação de anéis de noivado, transformando símbolos de uniões encerradas em emblemas de independência e superação.

A movimentação reflete, em parte, a baixa rentabilidade da revenda de anéis, cujos valores de mercado costumam representar apenas 30% do preço original. Diante disso, a customização de peças antigas surge como uma alternativa financeira mais viável. É o caso de Deb Marino, de 34 anos, residente na Flórida. A influenciadora do TikTok optou por reformular seu anel de noivado, posicionando o diamante em um círculo aberto e adicionando uma safira para representar a filha. A peça, que custou US$ 3 mil (aproximadamente R$ 15,5 mil), passou a ser usada no dedo médio, alinhando-se ao conceito de "verão quente das divorciadas", termo utilizado no hemisfério norte para descrever a celebração do glamour e da indiferença após o término matrimonial.

Para além da estética, a joia atua como um marco de autonomia financeira. Kate Daly, cofundadora da empresa de mediação de divórcios Amicable, na Grã-Bretanha, aponta que a compra de um anel nesse período sinaliza que a mulher retomou o controle sobre suas decisões de gastos sem a necessidade de permissão de terceiros, especialmente em um momento de pressão financeira causada pela separação.

Essa busca por novos começos também se manifesta em compras inéditas. Ceri Evans, de 58 anos, moradora do País de Gales, adquiriu um anel de platina em estilo art déco com três diamantes por 3 mil libras (cerca de R$ 20,7 mil). A compra, realizada no ano passado após a separação, foi feita com recursos próprios, fora do acordo de divórcio, como um ato de rebeldia.

Já Alex Proie, de 31 anos, da Pensilvânia, integrou diamantes de ouro ao seu anel de quinto aniversário de casamento. A peça, que apresenta sete diamantes ovais em formato de onda para simbolizar as oscilações da vida, foi escolhida duas semanas atrás. Proie se separou após sete anos de união, ao revelar ser homossexual, e utiliza a joia como lembrança de sua reconstrução financeira, já que precisou retornar ao setor de vendas para complementar sua renda.

O debate sobre o destino das alianças e anéis de noivado também se expandiu para comunidades digitais, como o Reddit. Enquanto algumas mulheres mantêm as joias para evitar investidas indesejadas ou as guardam, outras relatam ter descartado as peças no lixo ou no mar. Há ainda quem utilize o valor da venda do anel para investir em bens materiais, como reformas residenciais ou itens de luxo, visando materializar a nova fase de vida.

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