Jogadores da seleção holandesa sofrem ataques racistas após eliminação da equipe na Copa do Mundo
Jogadores da seleção holandesa, incluindo Justin Kluivert, Quinten Timber e Crysencio Summerville, sofreram ataques racistas nas redes sociais após a eliminação contra Marrocos na Copa do Mundo. A federação holandesa repudiou a conduta dos agressores
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Jogadores da seleção holandesa foram alvos de ataques racistas nas redes sociais após a eliminação precoce da equipe contra Marrocos na Copa do Mundo. Os insultos, que incluíram emojis e gifs de macaco, concentraram-se nos perfis de Justin Kluivert, Quinten Timber e Crysencio Summerville, atletas que erraram suas cobranças de pênaltis. Diante da agressividade das mensagens, os jogadores limitaram os comentários em suas publicações.
A federação holandesa repudiou a conduta, afirmando que a discriminação e o racismo não possuem espaço em nenhuma esfera da sociedade. O episódio reflete um padrão recorrente em competições europeias, onde atletas negros ou filhos de imigrantes tornam-se alvos preferenciais de ataques após derrotas. Casos semelhantes ocorreram na Eurocopa de 2021, quando os ingleses Saka, Rashford e Sancho foram atacados após perderem pênaltis na final, e quando Kylian Mbappé, da França, cogitou se aposentar da seleção após a eliminação contra a Suíça no mesmo torneio.
Essa dinâmica evidencia a contradição entre a composição das seleções e o clima político no continente. Enquanto o avanço da extrema direita e de movimentos anti-imigração na Europa fomenta a busca por bodes expiatórios para canalizar preconceitos, atletas descendentes de imigrantes são fundamentais nos elencos. Na seleção da Holanda, metade do grupo é composta por filhos de imigrantes; na França, esse percentual ultrapassa 75% do plantel nesta Copa.
A presença de jogadores como Mbappé, Jeremy Doky, Bukayo Saka, Memphis Depay e Lamine Yamal demonstra que o futebol opera como um dos espaços mais meritocráticos da sociedade, permitindo que esses atletas se tornem destaques em países como França, Bélgica, Inglaterra, Holanda e Espanha. A tendência de internacionalização das seleções europeias deve crescer, demandando que as federações promovam uma mentalidade positiva e que a população desses países se adapte a essa realidade.