Justiça de Bogotá proíbe candidato Abelardo de la Espriella de usar camisa da seleção colombiana
A Justiça de Bogotá proibiu o candidato Abelardo de la Espriella de usar a camisa da seleção colombiana em sua campanha presidencial. A decisão, motivada por queixas de Iván Cepeda, determina a interrupção do uso da peça em espaços físicos e meios de comunicação
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A Justiça de Bogotá proibiu o candidato de ultradireita Abelardo de la Espriella de utilizar a camisa da seleção colombiana de futebol como símbolo de sua campanha presidencial ou de sua imagem pública. A decisão judicial determina a interrupção imediata e definitiva do uso da peça como identificador partidário, abrangendo tanto espaços físicos quanto meios de comunicação.
A medida ocorreu após queixas da esquerda colombiana, representadas por Iván Cepeda. Candidato ao cargo e sucessor político do atual presidente Gustavo Petro, Cepeda acusou De la Espriella de se apropriar indevidamente do símbolo nacional. Enquanto a extrema direita defende a prática como um gesto de patriotismo, a politização da camisa tricolor causou repulsa entre os apoiadores de esquerda.
O cenário ocorre em um momento de alta tensão eleitoral, com o segundo turno marcado para 21 de junho. De la Espriella, advogado de 47 anos apelidado de "O Tigre", lidera as pesquisas de intenção de voto após vencer a primeira etapa do pleito. Em seus comícios, é comum que seus seguidores utilizem a camisa da seleção personalizada com a imagem de um tigre, acompanhando a vestimenta com saudações militares.
A disputa judicial coincide com a proximidade da Copa do Mundo, que terá início em 11 de junho, período em que a população colombiana costuma vestir as cores nacionais para apoiar a seleção. A Colômbia fará sua estreia no torneio em 17 de junho, em confronto contra o Uzbequistão.