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Keiko Fujimori e Roberto Sánchez encerram campanhas para o segundo turno presidencial no Peru

05 de Junho de 2026 às 09:04

Keiko Fujimori e Roberto Sánchez encerraram as campanhas para o segundo turno da eleição presidencial do Peru, que ocorre neste domingo. Pesquisas indicam empate técnico entre os candidatos, com 20% de indecisos e cerca de 27 milhões de eleitores aptos

Keiko Fujimori e Roberto Sánchez encerram campanhas para o segundo turno presidencial no Peru
Stifs Paucca e Angela Ponce / Reuters

Keiko Fujimori e Roberto Sánchez finalizaram suas campanhas eleitorais na última quinta-feira (4), mobilizando milhares de apoiadores para a disputa do segundo turno presidencial que ocorre neste domingo. O pleito acontece em um cenário de forte instabilidade política e crescimento da criminalidade no Peru, onde cerca de 27 milhões de cidadãos devem votar, já que o processo é obrigatório.

A disputa reflete a fragmentação do eleitorado, evidenciada no primeiro turno, quando cerca de trinta candidatos concorreram sob denúncias de fraude e falhas técnicas. Naquela etapa, Fujimori e Sánchez somaram menos de 30% dos votos. Atualmente, pesquisas indicam um empate técnico entre os dois, com 20% dos eleitores ainda indecisos diante de um histórico de oito presidentes em apenas dez anos.

Fujimori, filha do ex-presidente Alberto Fujimori, que governou entre 1990 e 2000, baseia sua plataforma na promessa de evitar o retrocesso e o caos. A candidata foca a narrativa no combate à insegurança, em um contexto onde as notificações de extorsão cresceram 20% em 2025. A violência urbana é crítica, especialmente em Lima, que registrou 23 homicídios por cada 100 mil habitantes em 2025, índice três vezes maior do que o verificado cinco anos atrás.

Do outro lado, Roberto Sánchez, deputado e ex-ministro de 57 anos, posiciona-se como representante das populações rurais e das classes mais pobres. Ele defende uma mudança radical e responsabiliza as elites e o Parlamento pela crise do país. Para combater a criminalidade, que Sánchez vincula à corrupção, o candidato propõe a implementação da "morte civil", medida que baniria permanentemente corruptos de cargos públicos.

Enquanto apoiadores de Fujimori expressam temor de que uma vitória da esquerda alinhe o Peru a modelos como os de Cuba e Venezuela, defensores de Sánchez associam a trajetória da adversária e de seu pai a um período de corrupção generalizada.

Apesar do cenário político turbulento, a economia peruana mantém estabilidade. O novo mandatário, independentemente do resultado, enfrentará a gestão de um Congresso dividido e a desconfiança generalizada da população em relação às instituições governamentais.

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