Kim Jong Un defende a manutenção da Coreia do Norte como um Estado nuclear
Kim Jong Un defendeu a manutenção da Coreia do Norte como Estado nuclear durante reunião do Comitê Central do Partido dos Trabalhadores. O líder ordenou a ampliação do estoque de armas convencionais e a construção de um cruzador de mísseis guiados. O governo também definiu a modernização da indústria do carvão como prioridade estratégica
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Kim Jong Un defendeu a manutenção da Coreia do Norte como um Estado nuclear, alegando que essa é a única estratégia viável diante de um cenário de segurança global instável e complexo. Durante reunião do Comitê Central do Partido dos Trabalhadores, realizada entre sábado e segunda-feira, o líder norte-coreano atribuiu a violência crescente na Europa e no Oriente Médio à postura das potências hegemônicas, especificamente dos Estados Unidos.
O governo de Pyongyang acusa Washington e Seul de elevar a periculosidade na península coreana ao expandirem seu arsenal nuclear conjunto, medida que Kim Jong Un interpreta como uma ameaça direta ao seu país. Como resposta, o líder ordenou a ampliação do estoque de armas convencionais e a aceleração da construção de um cruzador estratégico de mísseis guiados com 10 mil toneladas, embora a agência estatal KCNA não tenha detalhado novas ações específicas sobre o programa nuclear.
Essa postura reafirma a rejeição de Pyongyang à desnuclearização e a busca pelo reconhecimento internacional como potência nuclear. Tal posicionamento diverge de propostas de desnuclearização gradual, como a sugerida pelo presidente sul-coreano Lee Jae Myung ao presidente dos EUA, Donald Trump, durante a cúpula do G7. Para o governo norte-coreano, a aceitação de sua condição nuclear implicaria a adoção de uma dissuasão mínima e a consequente flexibilização das sanções internacionais.
Pyongyang utiliza como justificativa para a manutenção de seu programa nuclear a existência do Grupo Consultivo Nuclear EUA-Coreia do Sul e a intenção de Seul de desenvolver submarinos de propulsão nuclear. O país ignora as sanções impostas pelas Nações Unidas e pelos Estados Unidos entre 2006 e 2017, que proibiam o desenvolvimento de armas nucleares e mísseis balísticos, mantendo a decisão de não abandonar o arsenal atômico apesar de pressões diplomáticas de Pequim, Washington e Seul.
Paralelamente às questões militares, a reunião do partido estabeleceu a modernização da indústria do carvão e a revitalização de comunidades mineiras como prioridades estratégicas. A medida visa combater a escassez crônica de energia, dado que o carvão permanece como a principal fonte energética da Coreia do Norte.