Líder do Irã proíbe a exportação de urânio enriquecido em meio a tensões com Estados Unidos
O líder supremo do Irã, Motjaba Khamenei, proibiu a exportação de urânio enriquecido com pureza próxima à de armamentos nucleares. A medida ocorre após Donald Trump rejeitar uma proposta de paz e enquanto o Parlamento iraniano avalia elevar a pureza do material para 90%
O líder supremo do Irã, Motjaba Khamenei, proibiu a exportação de urânio enriquecido com níveis de pureza próximos aos necessários para a produção de armamentos nucleares. A decisão, revelada por fontes iranianas de alto escalão, reflete um endurecimento da postura de Teerã diante de exigências centrais dos Estados Unidos em negociações de paz. Para as autoridades do país, a permanência do material em território nacional evita que a nação fique vulnerável a novos ataques.
A medida ocorre em um momento de alta tensão, após o presidente Donald Trump classificar como "lixo" uma proposta de paz iraniana e afirmar que o cessar-fogo está por um fio, cogitando a retomada de ofensivas militares. Recentemente, o Parlamento iraniano indicou que o país avalia elevar a pureza do urânio para 90%, patamar suficiente para a construção de ogivas nucleares, caso os ataques dos EUA sejam reiniciados. Atualmente, o Irã detém cerca de 440 kg de urânio enriquecido a 60%, nível que poderia ser elevado para 90% em poucas semanas. Ambos os índices superam o limite de 20% estabelecido pelo Tratado de Proliferação Nuclear (TNP) para fins civis.
Enquanto o regime iraniano nega a busca por armas atômicas, Israel e potências ocidentais mantêm acusações contrárias. O primeiro-ministro Benjamin Netanyahu condicionou o fim da guerra à remoção do urânio enriquecido do Irã, além da eliminação de capacidades de mísseis balísticos e do fim do apoio a milícias aliadas. Paralelamente, autoridades israelenses informaram que Donald Trump garantiu que qualquer acordo de paz deve incluir a retirada do estoque de urânio altamente enriquecido do país.
Tanto a Casa Branca quanto o Ministério das Relações Exteriores do Irã não se manifestaram sobre a nova diretiva de Khamenei.