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Manifestantes e policiais entram em confronto durante protestos contra o presidente Rodrigo Paz na Bolívia

18 de Maio de 2026 às 18:04

Policiais e manifestantes entraram em confronto nesta segunda-feira (18) em La Paz, na Bolívia. O grupo exige a renúncia do presidente Rodrigo Paz mediante protestos por reajustes salariais, combate à inflação e contra privatizações. Agentes utilizaram gás lacrimogêneo e manifestantes reagiram com pedras e explosivos

Manifestantes e policiais entram em confronto durante protestos contra o presidente Rodrigo Paz na Bolívia
JORGE BERNAL / AFP

Nesta segunda-feira (18), policiais da tropa de choque e manifestantes entraram em confronto durante uma marcha de trabalhadores em La Paz, na Bolívia. O grupo exige a renúncia do presidente de centro-direita Rodrigo Paz, que enfrenta bloqueios em torno da capital há mais de duas semanas.

A instabilidade ocorre apenas seis meses após Paz assumir a presidência com uma vitória eleitoral expressiva. O governo é pressionado por camponeses, operários, mineiros, professores, caminhoneiros e grupos indígenas, que realizam protestos em diversas regiões do país. As pautas incluem a implementação de medidas contra a inflação, reajustes salariais e a rejeição a possíveis privatizações de empresas públicas.

No centro da capital, milhares de pessoas avançaram pelas ruas sob detonações e palavras de ordem, provocando o fechamento de quase todos os comércios. Na Praça de Armas, onde está localizado o Palácio de Governo, agentes antidistúrbios utilizaram gás lacrimogêneo para impedir a entrada de mineiros. Em represália, os manifestantes arremessaram pedras e explosivos contra a polícia. Outros focos de manifestação foram registrados na praça Murillo, embora as autoridades ainda não tenham divulgado números de feridos ou prisões.

O cenário de conflitos reflete a pior crise econômica da Bolívia em quatro décadas. O país enfrenta escassez de dólares, queda na produção doméstica de energia e falta de combustíveis, com a inflação acumulada atingindo 14% em abril.

Com informações de G1

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