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Marco Rubio classifica Cuba como ameaça à segurança nacional dos Estados Unidos

22 de Maio de 2026 às 09:08

O secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, definiu Cuba como ameaça à segurança nacional enquanto o país aceita ajuda humanitária de US$ 100 milhões. Simultaneamente, a justiça americana acusa Raúl Castro por assassinatos ocorridos em 1996 e detém Adys Lastres Morera na Flórida. Cuba nega as alegações de patrocínio ao terrorismo e denuncia a tentativa de agressão militar

Marco Rubio classifica Cuba como ameaça à segurança nacional dos Estados Unidos
Getty Images

O secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, classificou Cuba como uma ameaça à segurança nacional norte-americana e manifestou pessimismo quanto à possibilidade de um acordo pacífico entre as duas nações. Embora Rubio tenha afirmado que a diplomacia é a preferência de Washington, ele ressaltou que o presidente Donald Trump tem a obrigação de proteger o país contra riscos externos.

A escalada nas tensões ocorre após a acusação formal, feita pelo procurador-geral interino Todd Blanche em Miami, contra o ex-presidente cubano Raúl Castro. Ele é acusado de assassinato devido ao abate de dois aviões em 1996, que causou a morte de cidadãos americanos. O governo dos EUA espera que Castro se apresente para enfrentar as acusações, seja voluntariamente ou por outros meios. Questionado sobre a estratégia para trazer o ex-líder a território americano, Rubio evitou detalhar os planos operacionais.

Paralelamente, as autoridades dos EUA prenderam na Flórida Adys Lastres Morera, irmã de um alto funcionário de um conglomerado militar que controla os setores mais lucrativos da economia cubana. Segundo Rubio, Morera auxiliava o regime de Havana enquanto residia nos Estados Unidos; ela agora aguarda o processo de deportação sob custódia imigratória.

O governo americano também acusa a ilha de ser um dos principais patrocinadores do terrorismo na região. Em resposta, o ministro das Relações Exteriores de Cuba, Bruno Rodríguez, negou as alegações, classificando as falas de Rubio como mentiras e acusando Washington de promover ataques sistemáticos e de tentar instigar uma agressão militar.

No plano interno, Cuba enfrenta uma crise de combustíveis intensificada por um bloqueio petrolífero imposto pelos Estados Unidos, além de apagões prolongados e escassez de alimentos. Nesse cenário, Rubio confirmou que o país aceitou uma oferta de ajuda humanitária de US$ 100 milhões.

Donald Trump, que tem discutido a derrubada do regime comunista, descreveu Cuba como um "país falido" e afirmou que sua gestão busca auxiliar a nação em bases humanitárias. O presidente destacou a vontade de cubano-americanos de retornar ao país para promover o sucesso da ilha, posicionando-se como o líder capaz de resolver a questão que persiste há décadas.

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