Marinha britânica detém petroleiro suspeito de transportar petróleo russo para burlar sanções no Canal da Mancha
A Marinha Real britânica deteve o petroleiro Smyrtos no Canal da Mancha no último domingo (14). A embarcação, que partiu da Rússia com destino ao Egito, é suspeita de burlar sanções econômicas ocidentais. O navio foi encaminhado para a costa sul da Inglaterra para investigação
/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a/internal_photos/bs/2026/i/w/gD51IQQ7m1alCJ1TFRwA/ap26165338882526.jpg)
A Marinha Real britânica interceptou e deteve, no último domingo (14), o petroleiro Smyrtos no Canal da Mancha. A embarcação é suspeita de integrar a "frota fantasma", rede de centenas de navios utilizada pela Rússia para exportar petróleo e derivados, contornando as sanções econômicas impostas pelo Ocidente após a invasão da Ucrânia.
A operação, a primeira do gênero liderada pelo Reino Unido, envolveu comandos que desceram de helicópteros para abordar o navio. A ação foi coordenada com as autoridades francesas, que já monitoravam embarcações com esse perfil. O Smyrtos, que navegava sob a bandeira de Camarões, foi encaminhado para a costa sul da Inglaterra, onde segue retido para investigação.
De acordo com dados do MarineTraffic, o petroleiro havia partido do porto de Ust-Luga, no Mar Báltico, em 5 de junho, com destino a Port Said, no Egito. Navios da frota fantasma costumam utilizar propriedades pouco transparentes e trocas frequentes de bandeira para dificultar o rastreamento das cargas e garantir a receita russa destinada ao financiamento da guerra.
O primeiro-ministro Keir Starmer classificou a interceptação como um golpe contra Moscou. O governo britânico reiterou que esse tipo de operação reduz a capacidade da Rússia de ameaçar a segurança europeia e de outras regiões ao atingir os recursos que sustentam a ofensiva militar na Ucrânia.
O presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, agradeceu a postura do Reino Unido e defendeu a implementação de leis mais rigorosas na Europa. Para Zelensky, a legislação europeia deve permitir não apenas a detenção de petroleiros e restrições ao transporte, mas também o confisco das cargas transportadas.