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Marinha dos Estados Unidos retomará bloqueio naval na entrada do Estreito de Ormuz nesta terça-feira

13 de Julho de 2026 às 18:17

A Marinha dos Estados Unidos retomará o bloqueio naval no Estreito de Ormuz nesta terça-feira (14), abrangendo a costa do Irã. A medida inclui inspeções militares e a cobrança de 20% sobre a carga transportada. A ação ocorre após ataques mútuos entre forças americanas e iranianas na região

A Marinha dos Estados Unidos retomará o bloqueio naval na entrada do Estreito de Ormuz a partir da noite de terça-feira (14). A medida ocorre após o presidente Donald Trump anunciar a intenção de assumir o controle da via marítima, posicionando o país como o "guardião" do corredor.

Diferente de operações anteriores, realizadas durante a guerra no Oriente Médio, o novo bloqueio abrangerá toda a costa do Irã. O objetivo é reprimir o tráfego de embarcações provenientes de qualquer porto ou terminal de petróleo iraniano. Embora navios com suprimentos humanitários e o chamado "trânsito neutro" sejam liberados, todas as embarcações passarão por inspeções militares.

Tensões financeiras e diplomáticas

A decisão rompe com o acordo de paz assinado entre Washington e Teerã em junho, que previa a reabertura da via sem cobranças por 60 dias para que Irã, Omã e nações do Golfo negociassem a administração da rota. Na ocasião, Trump havia afirmado que não haveria pedágio, mas mudou o posicionamento ao declarar que os EUA deveriam ser reembolsados por liberar a via. Em publicação na rede Truth Social, o presidente estabeleceu a cobrança de 20% sobre toda a carga que transitar pelo estreito.

Escalada militar e respostas do Irã

O anúncio norte-americano surge em um cenário de intensos confrontos. O Comando Central dos EUA realizou ataques a mais de 300 alvos militares iranianos ao longo de três noites, sendo 140 deles atingidos apenas nas últimas 24 horas, com a justificativa de retaliar ataques iranianos a navios. No último domingo (12), novas ofensivas foram lançadas para degradar a capacidade bélica do Irã na região.

Em resposta, Teerã atacou o Bahrein, Kuwait, Catar, Jordânia e Omã, países que possuem importância estratégica no tráfego marítimo ou abrigam bases militares dos EUA. O comando militar do Irã e a Guarda Revolucionária reagiram às falas de Trump, afirmando que não aceitarão a intervenção americana e que mantêm a autoridade e o controle sobre o Estreito de Ormuz.

Impacto estratégico

O Estreito de Ormuz é um corredor de aproximadamente 50 quilômetros de largura que conecta o Golfo Pérsico ao Golfo de Omã e ao Oceano Índico. A região é vital para a economia global, pois, antes do conflito, era responsável pela passagem de cerca de 20% de todo o petróleo e gás comercializados no mundo.

Atualmente, há uma divergência sobre o status da via: o Irã sustenta que o estreito foi fechado no último sábado (11), afirmação negada tanto por Donald Trump quanto pelo comando militar dos EUA na região.

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