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Marinha francesa intercepta petroleiro russo sob sanções internacionais no Oceano Atlântico

01 de Junho de 2026 às 06:04

A Marinha francesa interceptou o petroleiro russo Tagor no Oceano Atlântico por irregularidades documentais e sanções internacionais. Simultaneamente, a Romênia mobilizou caças e convocou o embaixador russo após um drone atingir um prédio residencial em Galati. A União Europeia prepara o 21º pacote de sanções contra o Kremlin em resposta ao incidente

A Marinha francesa interceptou, no último domingo (1º), o petroleiro Tagor no Oceano Atlântico, em uma operação realizada a mais de 740 km a oeste da ponta da Bretanha. A embarcação, que partira de Murmansk, na Rússia, era alvo de sanções internacionais e suspeita de navegar sob bandeira falsa. A ação contou com o apoio de parceiros, incluindo o Reino Unido, e resultou no desvio do navio após a equipe de inspeção confirmar as irregularidades documentais.

O presidente Emmanuel Macron classificou a manobra como necessária para impedir que navios financiem a guerra russa contra a Ucrânia, iniciada há mais de quatro anos, por meio da violação do direito do mar. A iniciativa integra a estratégia de França e Grã-Bretanha de obstruir a chamada "frota fantasma" russa. Embora o primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, tenha autorizado a abordagem de tais embarcações em março, dados de navegação indicam que dezenas de navios sancionados ligados a Moscou continuam a transitar por águas britânicas.

Paralelamente, a tensão entre a Rússia e países da Otan e da União Europeia escalou após a queda de um drone russo em um prédio residencial na cidade de Galati, na Romênia, na sexta-feira (29). O incidente, que causou incêndio e deixou dois feridos leves, é inédito por atingir diretamente uma habitação em território romeno. O Ministério da Defesa da Romênia informou que o aparelho integrava ataques russos contra infraestruturas civis ucranianas próximas à fronteira fluvial.

A resposta imediata do governo romeno incluiu a mobilização de dois caças F-16, a convocação do embaixador russo em Bucareste e a realização de uma reunião extraordinária do Conselho Supremo de Defesa, liderada pelo presidente Nicusor Dan. A Romênia, membro da Otan e da UE, classificou o episódio como uma "grave escalada" e solicitou formalmente à Aliança a aceleração da transferência de tecnologias antidrones. A Otan condenou a irresponsabilidade de Moscou e indicou que a Romênia pode acionar o artigo 4.º do tratado para consultas de segurança.

No âmbito europeu, a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, afirmou que a Rússia ultrapassou um novo limite, anunciando a preparação do 21º pacote de sanções contra o Kremlin. A violação do espaço aéreo também foi condenada por Kaja Kallas, chefe da diplomacia europeia, e por António Costa, presidente do Conselho Europeu. A França repudiou a ação, enquanto a presidente da Moldávia, Maia Sandu, alertou para o perigo que a Rússia representa globalmente.

Vladimir Putin, porém, negou a responsabilidade pelo ataque. Em coletiva de imprensa, o presidente russo afirmou desconhecer o incidente e desafiou as autoridades romenas a entregarem os destroços do drone para comprovar que o equipamento foi lançado a partir do território russo.

Com informações de G1

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