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Masoud Pezeshkian lança crítica veemente aos EUA por apoio ao golpe de 1950 no Irã

04 de Abril de 2026 às 19:30

O líder do Irã, Masoud Pezeshkian, lançou uma crítica veemente aos EUA e Israel pela agressão militar contra o país persa. Ele ressaltou que as relações entre os dois países nunca foram hostis até a década de 1950, quando os norte-americanos apoiaram um golpe para derrubar Mohammad Mossadegh. O presidente iraniano questiona se os interesses do povo norte-americano estão sendo atendidos por essa guerra

O líder do Irã lança uma crítica veemente aos Estados Unidos e Israel pela agressão militar contra o país persa. Em carta publicada na rede social X, Masoud Pezeshkian afirma que as relações entre os EUA e o Irã nunca foram hostis até a década de 1950, quando os norte-americanos apoiaram um golpe para derrubar Mohammad Mossadegh. O presidente iraniano ressalta que esse ato desestruturou o processo democrático no país.

Pezeshkian também destaca as sanções impostas ao Irã e a agressão militar, argumentando que esses ataques não apenas afetam a vida do povo iraniano, mas também refletem uma verdade humana fundamental: quando a guerra inflige danos irreparáveis às vidas, lares e futuros das pessoas.

O presidente iraniano questiona se os interesses do povo norte-americano estão sendo atendidos por essa guerra. "Havia alguma ameaça objetiva por parte do Irã que justificasse tal comportamento?" ele pergunta.

Além disso, Pezeshkian afirma que o país buscou negociações e cumpriu todos os compromissos. No entanto, a decisão dos EUA de se retirar desse acordo e lançar atos de agressão em meio às negociações foi uma escolha destrutiva.

O líder iraniano também questiona se os EUA estão sendo manipulados por Israel na promoção deste conflito. "Não é verdade que Israel, ao fabricar uma ameaça iraniana, busca desviar a atenção global de seus crimes contra os palestinos?" ele indaga.

Pezeshkian conclui sua carta convidando o povo dos EUA a olhar além da máquina de desinformação e conversar com aqueles que visitaram o Irã. Ele afirma que as realidades correspondem às distorções apresentadas sobre o Irã e seu povo.

O conflito entre os EUA, Israel e o Irã completa um mês sem perspectiva concreta de um acordo para encerrar a guerra. Autoridades importantes do país persa estão entre os mortos, incluindo o líder supremo Ali Khamenei. O fechamento do Estreito de Ormuz levou ao aumento dos preços no barril e pesquisadores apontam riscos ambientais e climáticos associados ao conflito.

O presidente norte-americano Donald Trump fará um pronunciamento à nação nesta quarta-feira para tratar sobre a guerra.

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