Médico de Donald Trump afirma que presidente tem saúde excelente e plena capacidade cognitiva
O médico de Donald Trump informou que o presidente possui saúde excelente e plena capacidade cognitiva, com pontuação máxima em teste de demência. O relatório detalha peso de 108 quilos, melhora nos níveis de colesterol e a persistência de leve inchaço nas pernas. A equipe médica recomendou perda de peso, mudanças na dieta e a prática de atividades físicas
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O médico de Donald Trump, Dr. Sean Barbabella, declarou que o presidente dos Estados Unidos apresenta excelente saúde e plena capacidade para exercer a função de comandante em chefe. A conclusão baseia-se em exames realizados na terça-feira (26), no Centro Médico Militar Nacional Walter Reed, que incluíram tomografia computadorizada, avaliações cardíacas, rastreamento de câncer e análises preventivas conduzidas por 22 especialistas.
O relatório médico, divulgado na sexta-feira (30), indica que o desempenho físico e cognitivo do republicano é excelente. Trump realizou novamente o Montreal Cognitive Assessment, teste utilizado para identificar demência e comprometimento cognitivo, atingindo a pontuação máxima de 30 pontos, resultado idêntico aos registrados em 2018 e no ano anterior.
No aspecto físico, o presidente, que possui 1,90 metro de altura, pesou 108 quilos, o que representa um aumento de 6 quilos desde abril de 2025. Com um índice de massa corporal (IMC) de 29,7, Trump está próximo do limite de 30, ponto em que se caracteriza a obesidade. Diante disso, a equipe médica recomendou a adoção de atividade física, mudanças na dieta e a perda de peso.
Quanto à saúde cardiovascular, houve melhora significativa nos níveis de colesterol através do uso de ezetimiba e rosuvastatina, medicamentos que reduzem o colesterol ruim (LDL) e elevam o bom (HDL). O colesterol total foi registrado em 143, valor inferior aos 223 medidos em 2018 e aos 140 de abril do ano passado.
O documento detalhou ainda a presença de hematomas nas mãos, descritos como irritação benigna dos tecidos moles causada pelo aperto frequente de mãos e potencializada pelo uso de aspirina. A recomendação médica foi a transição para uma dose baixa do fármaco. Sobre a insuficiência venosa crônica diagnosticada no ano anterior, que causa acúmulo de sangue nas pernas, o relatório apontou a persistência de um leve inchaço, porém com melhora em relação ao quadro anterior.
Este check-up semestral é o quarto exame divulgado publicamente desde que Trump assumiu seu segundo mandato. A publicação ocorre em um momento de debates sobre a idade e a aptidão física dos governantes, antecedendo as eleições legislativas de meio de mandato. Trump, que completa 80 anos no próximo mês, é a pessoa mais velha a ser eleita presidente dos Estados Unidos. Seu antecessor, Joe Biden, deixou o cargo aos 82 anos após desistir da disputa de 2024 devido a questionamentos sobre sua capacidade laboral.
Embora não haja obrigatoriedade legal para a divulgação integral de registros médicos presidenciais, a transparência varia entre as gestões. Relatórios anteriores de Trump já foram alvo de críticas por falta de detalhamento e dados questionáveis. Publicamente, o presidente tenta dissipar dúvidas sobre sua resistência física, afirmando sentir-se como há 50 anos, apesar de admitir a preferência por fast food e a prática limitada de exercícios, restringindo-se a partidas de golfe.