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Médico é condenado à prisão perpétua por assassinar 15 pacientes em Berlim

10 de Julho de 2026 às 12:31

Um tribunal de Berlim condenou o médico Johannes M. à prisão perpétua por assassinar 15 pacientes entre 2021 e 2024. O profissional administrou medicamentos sem consentimento a vítimas com idades entre 25 e 94 anos. A sentença inclui a proibição vitalícia do exercício da medicina

Um tribunal de Berlim condenou Johannes M., médico de 41 anos especializado em cuidados paliativos, à prisão perpétua pelo assassinato de 15 pacientes. A sentença, proferida nesta quarta-feira (8), representa a pena máxima prevista na legislação alemã e inclui a proibição vitalícia do exercício da medicina, além da manutenção da prisão preventiva do condenado.

Entre setembro de 2021 e julho de 2024, o profissional administrou coquetéis de medicamentos a 12 mulheres e três homens sem o consentimento das vítimas, que eram atendidas por um serviço de enfermagem em visitas domiciliares. As vítimas, residentes de diversos bairros da capital alemã, tinham idades entre 25 e 94 anos. Embora estivessem gravemente enfermas, não enfrentavam mortes iminentes. Um dos casos destacados pela Justiça foi o de uma jovem de 25 anos com tumor na tireoide que, apesar da doença, era independente e havia iniciado um novo tratamento dias antes de ser morta, ocasião em que o médico estava acompanhado do filho de três anos.

A investigação teve início após a suspeita do serviço de enfermagem onde Johannes M. trabalhava, focando inicialmente em incêndios criminosos que resultaram em óbitos, os quais teriam sido provocados pelo médico para ocultar os crimes. O réu, que é casado e pai, confessou em junho deste ano a morte de 12 pacientes, alegando que desejava poupá-los do sofrimento.

Contudo, a juíza Sylvia Busch refutou a tese de compaixão ou eutanásia, classificando o condenado como um assassino em série movido por sentimentos de onipotência e poder absoluto. A magistrada ressaltou que a maioria das vítimas desejava viver e possuía perspectiva de sobrevivência por semanas, meses ou anos.

A condenação atual pode ser apenas a etapa inicial de um processo maior. Com base em interceptações telefônicas com a esposa, nas quais o médico admitia matar "há muito tempo", e em investigações do Ministério Público alemão, outros 76 casos estão sob apuração. A sentença ainda comporta recurso.

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