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Metrô de Rennes utilizará energia solar injetada diretamente nos trens a partir de 2027

24 de Maio de 2026 às 06:09

Rennes implementará, a partir de 2027, alimentação energética solar direta para seu metrô por meio de duas usinas fotovoltaicas. O projeto de 1,6 milhão de euros prevê a instalação de 6 mil metros quadrados de painéis, suprindo 7% do consumo total das linhas A e B

Metrô de Rennes utilizará energia solar injetada diretamente nos trens a partir de 2027
Rennes será a primeira cidade da França a alimentar trens de metrô com energia solar direta. Painéis solares de 6 mil m² e financiamento coletivo a 5%/ano.

A cidade de Rennes, na França, implementará a partir do início de 2027 um sistema inédito de alimentação energética para seu metrô, utilizando eletricidade solar injetada diretamente nos circuitos dos trens. O diferencial técnico do projeto reside na ausência de conexão com a rede pública de distribuição: a energia produzida pelos painéis fotovoltaicos segue para os motores, estações e sistemas de sinalização sem intermediários, superando o modelo comum de venda e recompra de energia da rede.

Para viabilizar a operação, serão instaladas duas usinas fotovoltaicas nas extremidades das linhas A e B. A primeira unidade será situada no complexo de garagens e oficinas de Chantepie, enquanto a segunda ocupará o terminal La Maltière, em Saint-Jacques-de-la-Lande. Ao todo, 6 mil metros quadrados de painéis serão distribuídos sobre telhados de garagens e estacionamentos.

A expectativa de geração é de quase 1 gigawatt-hora anual, sendo 500 megawatts-hora provenientes da usina de Chantepie e 400 megawatts-hora da unidade de Saint-Jacques-de-la-Lande. Esse volume suprirá 7% do consumo total de energia das duas linhas de metrô da cidade, que possui cerca de 230 mil habitantes e já opera com tecnologia de trens automatizados.

O investimento total é de 1,6 milhão de euros, composto por fundos europeus e uma modalidade de financiamento coletivo. Entre 18 e 30 de maio de 2026, cidadãos — com prioridade para os usuários do sistema — puderam investir valores entre 100 e 10 mil euros, com uma taxa de retorno fixa de 5% ao ano durante cinco anos.

A estratégia de produção local visa controlar custos diante da volatilidade dos preços de energia e cumpre as metas do Plano Territorial de Clima, Ar e Energia para dobrar a produção de renováveis na região. As obras das usinas começam em junho, com a previsão de que os trens passem a operar com a energia solar entre o final de 2026 e o começo de 2027.

O projeto comprova a viabilidade técnica de injetar energia solar em circuitos de transporte sem interromper o funcionamento dos trens, criando um modelo replicável para sistemas de metrô que possuam áreas de telhados disponíveis para a instalação de painéis.

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