Milhares de pessoas protestam em Tirana contra hotel de luxo em reserva natural na Albânia
Milhares de pessoas protestaram em Tirana contra a construção de um hotel de luxo de 4,6 bilhões de dólares em uma reserva natural da Albânia. O movimento, que exige a renúncia do primeiro-ministro Edi Rama, soma 35 mobilizações consecutivas. Confrontos recentes entre manifestantes e a polícia resultaram em 25 detidos e 15 agentes feridos
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Milhares de pessoas lotaram as ruas de Tirana, capital da Albânia, no sábado (4), para protestar contra a construção de um hotel de luxo em uma reserva natural na costa do país. O empreendimento, avaliado em 4,6 bilhões de dólares (R$ 23,7 bilhões), está vinculado a Jared Kushner e Ivanka Trump, genro e filha do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.
A manifestação foi a maior de uma série de atos diários iniciados no fim de maio, somando 35 mobilizações consecutivas. O movimento, batizado de "Revolução dos Flamingos", utiliza a ave migratória que habita a região como símbolo da luta contra a obra, que ameaça o ecossistema local e uma lagoa fundamental para as aves.
Além da pauta ambiental, os protestos se transformaram em um enfrentamento à corrupção e à falta de transparência no governo. Diante desse cenário, os manifestantes exigem a renúncia do primeiro-ministro Edi Rama.
A tensão escalou na última quinta-feira, quando a polícia utilizou jatos d'água e bombas de gás lacrimogêneo para conter grupos que tentavam acessar a sede do Parlamento. Em resposta, manifestantes arremessaram pedras, ovos e outros objetos contra as forças de segurança. O confronto resultou na detenção de 25 pessoas e deixou cerca de 15 policiais feridos.