Missão Artemis II leva a primeira mulher para observar o lado oculto da Lua
A missão Artemis II levou a cápsula Orión e uma tripulação diversa, incluindo a primeira mulher, para observar o lado oculto da Lua. O programa conta com a participação de Sara García Alonso, astronauta reserva da Agência Espacial Europeia. A especialista em biomedicina utiliza a microgravidade para pesquisar terapias contra o câncer e o comportamento celular
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A missão Artemis II marca o retorno de voos tripulados ao ambiente lunar após mais de cinquenta anos do encerramento do programa Apolo. A bordo da cápsula Orión, a tripulação — a mais diversa da história do programa, incluindo a primeira mulher a viajar rumo à Lua — teve a oportunidade de observar o lado oculto do satélite, região impossível de ser vista diretamente da Terra. A engenheira Christina Koch classificou a experiência de contemplar a face distante da Lua como espetacular, enquanto o canadense Jeremy Hansen destacou o impacto emocional de ser um dos quatro únicos seres humanos a atingir tal distância do planeta.
Esse novo ciclo de exploração espacial, que une a curiosidade inerente à espécie humana à ciência aplicada, é representado por figuras como Sara García Alonso. Selecionada em 2022 como astronauta reserva da Agência Espacial Europeia (ESA) após um processo competitivo com mais de 22 mil candidatos, a espanhola simboliza a ascensão feminina nas áreas de ciência, tecnologia, engenharia e matemática (STEM).
A trajetória de García Alonso integra a biomedicina à exploração espacial. Com experiência no Centro Nacional de Pesquisas Oncológicas (CNIO), ela atuou no desenvolvimento de terapias contra o câncer, campo que encontra no espaço um laboratório privilegiado. A microgravidade permite a observação detalhada do comportamento celular, da cristalização de proteínas e dos efeitos da radiação no DNA, proporcionando avanços médicos com aplicação direta na saúde terrestre.