Moradores de Laguaira organizam resgates próprios após terremotos devastarem edifícios na Venezuela
Terremotos na Venezuela destruíram edifícios e causaram mortes e desaparecimentos, especialmente em Laguaira. Moradores organizaram resgates próprios diante da ausência inicial de equipes oficiais. Operações de busca por sobreviventes continuam nas áreas afetadas
/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a/internal_photos/bs/2026/t/l/Nx40WDQ5KgDbWPskuvZw/14737516-360p-300k-h264-2ch-128k-44100-aac-1782736291-frame-at-2m6s.jpg)
Terremotos na Venezuela devastaram quarteirões inteiros, deixando sobreviventes em estado de trauma após presenciarem o desabamento imediato de edifícios e a perda de familiares. Em Laguaira, uma das localidades mais afetadas, a ausência inicial de equipes oficiais de resgate forçou moradores a organizarem esforços próprios para localizar vítimas sob os escombros.
A sobrevivente Carmen, conhecida como Tielita, relatou ter ficado presa de bruços por cinco horas após o colapso do prédio onde se hospedava, atingido por dois tremores, sendo o segundo mais intenso que o primeiro. Ela sofreu ferimentos nos membros superiores e inferiores e só conseguiu sinalizar sua posição ao ouvir vozes externas. O resgate foi efetuado por seu primo, Jesus Alberto, que acessou a área de motocicleta e utilizou ferramentas emprestadas de um comércio local, contando com o apoio de voluntários. Para retirar Tielita dos destroços, o grupo improvisou o uso de uma mangueira de jardim como corda. Após a operação, a mulher foi encaminhada a um hospital em Caracas por uma ambulância.
Apesar de ter sido salva, Tielita perdeu a amiga Araceles, proprietária do apartamento. Ambas chegaram a conversar enquanto estavam soterradas, mas Araceles faleceu. Outros relatos de perda marcam a cidade de Laguaira, como o do pescador Osvaldo, que sobreviveu ao lado da neta, mas perdeu o sobrinho, residente no primeiro andar de um edifício destruído.
A angústia persiste para diversas famílias que buscam parentes desaparecidos, incluindo a de Tielita, cuja prima, o marido e duas filhas ainda não foram localizados após a queda de outra construção na região. Mesmo dias após os sismos, as equipes de busca mantêm as operações nas zonas mais devastadas na expectativa de encontrar sobreviventes.