Movistar Plus+ vende direitos de exibição do filme "A bola negra" para a Netflix por cinco milhões de dólares
A Movistar Plus+ passa por instabilidade na gestão após a demissão do CEO Daniel Domenjó. O presidente Javier de Paz e o diretor Sergio Sánchez tiveram viagens a eventos canceladas devido a escândalos políticos envolvendo José Luis Rodríguez Zapatero. Paralelamente, a plataforma vendeu os direitos do filme "A bola negra" para a Netflix por cinco milhões de dólares
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A Movistar Plus+, braço de streaming da operadora espanhola Telefónica, enfrenta uma crise interna profunda que se reflete em instabilidades na gestão e na ausência de seus principais executivos em eventos estratégicos do setor. O cenário de instabilidade foi marcado pela demissão abrupta de Daniel Domenjó, que ocupou o cargo de CEO por apenas um ano. A saída do executivo desencadeou um ciclo de contratações e demissões na tentativa de estabilizar a companhia, embora a situação tenha se agravado nos últimos meses.
Essa desorganização corporativa coincidiu com a projeção internacional do filme "A bola negra", produção original da plataforma. A obra, que venceu a categoria de melhor diretor no Festival de Cannes, tornou-se alvo de disputa no mercado francês, resultando na venda dos direitos de exibição para os Estados Unidos à Netflix por cinco milhões de dólares.
Apesar do sucesso comercial e crítico da produção, a imagem institucional da empresa foi comprometida nos bastidores do festival. Javier de Paz, presidente da Movistar Plus+, teve sua viagem à França cancelada pela diretoria da Telefónica na véspera do evento, após a eclosão de um escândalo envolvendo o ex-presidente espanhol José Luis Rodríguez Zapatero, com quem De Paz mantém proximidade. O executivo deveria ter viajado em um jato particular da empresa, mas a operação foi abortada para evitar a exposição da companhia diante da crise política.
O desdobramento do caso atingiu também Sergio Sánchez, diretor de relações institucionais da Movistar Plus+ e aliado de De Paz. Sánchez teve sua presença cancelada nos prêmios Goya após a revelação de seus vínculos com a empresa "Análisis Relevante", entidade central no escândalo envolvendo Zapatero. A ausência dos dois principais representantes da empresa em eventos de gala gerou questionamentos internos sobre a gestão da imagem da operadora.