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Nayib Bukele formaliza candidatura a terceiro mandato consecutivo na presidência de El Salvador

01 de Julho de 2026 às 12:29

Nayib Bukele formalizou a candidatura a um terceiro mandato consecutivo na presidência de El Salvador. O anúncio ocorreu via partido Novas Ideias após reforma constitucional que permitiu a reeleição ilimitada e estendeu o mandato para seis anos

Nayib Bukele formalizou a intenção de concorrer a um terceiro mandato consecutivo, o que deve mantê-lo na presidência de El Salvador até 2033. O anúncio foi feito neste domingo (28) por meio de um comunicado do partido Novas Ideias, legenda da qual o governante é presidente e na qual não enfrenta adversários para as primárias marcadas para o dia 12.

A viabilização dessa candidatura ocorreu após uma reforma constitucional aprovada em agosto do ano passado. A medida, considerada controversa, permitiu a reeleição ilimitada, antecipou o pleito eleitoral e estendeu a duração do mandato presidencial de cinco para seis anos. Bukele, que ocupa o cargo desde 2019, já havia manifestado em dezembro, durante conversa com um youtuber espanhol, o desejo de permanecer no poder por mais dez anos.

Aos 44 anos, o presidente define-se como um "ditador legal". Sua gestão é marcada pela implementação de um estado de emergência e a suspensão de direitos constitucionais, permitindo que a polícia realize detenções por tempo indeterminado. Esse regime policial e militar resultou na maior taxa de encarceramento do mundo, com 2% da população adulta presa, embora tenha reduzido a taxa de homicídios em mais de 90%.

Atualmente, Bukele detém o controle dos três poderes do Estado e ignora denúncias de entidades internacionais sobre violações sistemáticas dos direitos humanos. Internamente, o cenário é de forte polarização silenciosa: enquanto 80% da população aprova sua gestão e 70% apoiam um novo mandato, 60% dos cidadãos temem fazer críticas públicas ao governo.

A estratégia de segurança baseada em megaprisões tornou-se referência para a direita radical na América Latina. O modelo salvadorenho tem sido utilizado como plataforma de campanha por candidatos à presidência no Equador, Colômbia e Peru, representados por Daniel Noboa, Abelardo de La Espriella e Keiko Fujimori.

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