Novo líder supremo do Irã afirma que população exige vingança pela morte de seu pai
Mojtaba Khamenei, novo líder supremo do Irã, pediu vingança pela morte de Ali Khamenei, ocorrida em ataque dos Estados Unidos. Donald Trump ameaçou destruir o país após pedidos de sua morte em cerimônias fúnebres. O governo iraniano nega diálogos com Washington e exige o cumprimento de acordos prévios
Mojtaba Khamenei, novo líder supremo do Irã, declarou neste sábado (11) que a população iraniana exige vingança pela morte de seu pai, o aiatolá Ali Khamenei. O falecimento ocorreu após um ataque aéreo realizado pelos Estados Unidos em 28 de fevereiro. A manifestação foi divulgada via rede social X, após a conclusão de quatro dias de cerimônias fúnebres.
Apesar da ascensão ao poder, Mojtaba Khamenei não realizou aparições públicas desde o início das ofensivas conduzidas por EUA e Israel. Mesmo durante as homenagens ao pai, o líder permaneceu ausente, enquanto agências de notícias locais informam que ele teria sofrido desfigurações faciais decorrentes do ataque.
O cenário de instabilidade é agravado por ameaças diretas de Donald Trump. Na última sexta-feira (10), o presidente dos Estados Unidos afirmou que destruiria o Irã caso forças iranianas tentassem assassiná-lo, alegando que mil mísseis já estão prontos para serem disparados, com a possibilidade de lançamento de milhares de outros projéteis. A reação de Trump ocorreu após apoiadores do governo iraniano pedirem a sua morte durante o funeral do aiatolá Ali Khamenei.
Paralelamente, o governo de Teerã nega ter solicitado diálogos com Washington. De acordo com a agência Fars, fontes ligadas à equipe de negociação do Irã descartam discussões sobre a guerra enquanto os Estados Unidos não recuarem de suas posições e cumpram acordos prévios. Entre as exigências iranianas estão a criação de um grupo de trabalho especial para o Líbano, a resolução de impasses no Estreito de Ormuz e a normalização das exportações de petróleo.
A tensão atinge o ápice após Donald Trump declarar, nesta semana, o fim do acordo de paz com o Irã e ordenar novas investidas militares contra o país.