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Número de mortos em terremotos na Venezuela sobe para 1.450 com 50 mil desaparecidos

29 de Junho de 2026 às 15:05

Um duplo terremoto na Venezuela deixou 1.450 mortos, 50 mil desaparecidos e afetou 6,8 milhões de pessoas. O desastre destruiu mais de 770 edifícios, com maior impacto em La Guaira. Um tremor de magnitude 4,6 atingiu Caraballeda nesta segunda-feira

O número de mortos na Venezuela subiu para 1.450 após um duplo terremoto ocorrido na noite de quarta-feira (24). O desastre afetou cerca de 6,8 milhões de pessoas, considerando que a população total do país é de quase 30 milhões, conforme estimativas da ONU. A organização também aponta que aproximadamente 50 mil indivíduos permanecem desaparecidos.

A destruição é severa, com mais de 770 edifícios desmoronados parcial ou totalmente, incluindo hospitais e estruturas residenciais e comerciais. A região de La Guaira, vizinha à capital Caracas, foi a área mais impactada. A presidente interina, Delcy Rodríguez, anunciou planos para acolher os desabrigados e solicitou a manutenção das operações de socorro.

A resposta governamental inicial gerou indignação e frustração entre a população, que viu civis liderarem as primeiras ações de resgate. A pressão dos moradores chegou a forçar militares a auxiliarem nos trabalhos, enquanto técnicos da Anatel tentavam localizar sinais de celulares sob os escombros. Missões internacionais de resgate chegaram em massa ao estado de La Guaira no domingo.

As equipes de busca enfrentam condições críticas, com operações manuais dificultadas pelo calor intenso e pelo odor de corpos em decomposição. Apesar da redução das chances de encontrar sobreviventes com o passar dos dias, resgates pontuais ainda ocorrem, mantendo a esperança das famílias.

A instabilidade geológica persiste. Nesta segunda-feira, cinco dias após o impacto inicial, um tremor de magnitude 4,6 atingiu a região de Caraballeda, no litoral norte, a 30 km de Caracas, às 7h local (8h em Brasília). Este evento soma-se a diversos outros tremores secundários que continuam a abalar o território venezuelano.

Imagens de câmeras de vigilância registraram o pânico durante os primeiros abalos na quarta-feira, mostrando famílias tentando proteger crianças e se equilibrar contra as paredes enquanto tentavam, sem sucesso, evacuar seus apartamentos.

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