Número de mortos sobe para 1.943 após terremotos atingirem a região norte da Venezuela
Dois terremotos no norte da Venezuela deixaram 1.943 mortos, 10.571 feridos e cerca de 50 mil desaparecidos. As equipes de resgate localizaram 6.461 sobreviventes, enquanto a OIM estima que 6 milhões de pessoas foram afetadas. O PNUD avalia os danos materiais em US$ 6,7 bilhões
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O número de mortos na Venezuela subiu para 1.943 após a sequência de dois terremotos que atingiram a região norte do país, incluindo a capital, Caracas, na noite da última quarta-feira (24). Os sismos, classificados como os mais fortes registrados na nação em mais de um século, derrubaram edifícios e causaram destruição generalizada.
O governo venezuelano atualizou o balanço de feridos para 10.571 pessoas, quase o dobro do número reportado anteriormente. Até o momento, as equipes de resgate conseguiram retirar 6.461 sobreviventes dos escombros. No entanto, a Organização das Nações Unidas (ONU) estima que cerca de 50 mil pessoas permaneçam desaparecidas.
A urgência nas buscas aumenta à medida que o tempo passa, reduzindo as probabilidades de encontrar sobreviventes sob as ruínas. O impacto do desastre é amplo: a Organização Internacional para as Migrações (OIM) calcula que mais de 6 milhões de pessoas foram afetadas pelos tremores.
Em termos financeiros, a análise digital do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), realizada via satélite, aponta que os danos a empresas, veículos e residências somam preliminarmente US$ 6,7 bilhões (R$ 34,68 bilhões). Enquanto os trabalhos de resgate continuam, moradores de Caracas registraram, nesta terça-feira (30), um pôr do sol de vermelho intenso sobre a cidade.