Mundo

Onda de calor extremo coloca mais de 180 milhões de pessoas sob alerta nos Estados Unidos

04 de Julho de 2026 às 18:01

Uma onda de calor extremo na Costa Leste dos Estados Unidos colocou 185 milhões de pessoas sob alerta, com sensações térmicas de até 46°C. O fenômeno causou o cancelamento de desfiles e eventos do Dia da Independência, além de interrupções no fornecimento de energia em Nova York

Uma onda de calor extremo atinge a Costa Leste dos Estados Unidos, colocando cerca de 185 milhões de pessoas — mais da metade da população do país — sob alerta meteorológico. O fenômeno é causado por uma "cúpula de calor", sistema de alta pressão que retém massas de ar quente e eleva a umidade, resultando em temperaturas recordes e sensações térmicas que chegaram a 46°C em diversas regiões.

O clima severo comprometeu as celebrações do Dia da Independência, feriado em que a população costuma realizar desfiles, shows e fogos de artifício. Em Washington, a Great American State Fair, evento que reúne representantes dos 50 estados e integra as comemorações dos 250 anos de independência promovidas pelo presidente Donald Trump, precisou ser fechada temporariamente na tarde de sexta-feira (3), com termômetros marcando 38°C. No sábado (4), o desfile oficial da capital foi cancelado por questões de segurança, dado que a sensação térmica prevista para as 10h30 era de 46°C.

A paralisação de eventos se estendeu por outras cidades da região. Na Filadélfia, o Salute to Independence Parade foi cancelado após a cidade registrar 39,4°C na quinta-feira, igualando a marca histórica de 1901. Em Haddon Township, Nova Jersey, o desfile anual foi interrompido, enquanto em Watertown, Nova York, foram suspensos o concerto e a queima de fogos. Em Boston, a festa com fogos às margens do rio teve sua abertura adiada do meio-dia para as 16h (horário local).

Apesar do cenário, o presidente Donald Trump minimizou os impactos climáticos via Truth Social, afirmando que o calor não estava tão intenso quanto o previsto e destacando a presença de multidões em Washington. O mandatário deve realizar seu discurso oficial de 4 de Julho no National Mall, por volta das 22h45 (horário de Brasília).

A infraestrutura energética do país também sofreu pressões. A PJM, maior operadora de rede elétrica dos EUA, solicitou a redução do consumo de clientes em programas emergenciais para mitigar falhas em geradores, sobrecarga de linhas de transmissão e a alta demanda por ar-condicionado. Em Nova York, a concessionária Con Edison registrou a interrupção do fornecimento de energia para 17 mil clientes no fim da tarde de sexta-feira, recomendando a economia de eletricidade para moradores da cidade e do condado de Westchester.

O impacto do calor manifestou-se inclusive na infraestrutura urbana de Manhattan, onde a temperatura fez com que a cola das solas de sapatos amolecesse, grudando no asfalto. Mesmo com as condições extremas, fãs aguardaram nas calçadas a chegada de celebridades ao Madison Square Garden para o casamento da cantora Taylor Swift com o jogador Travis Kelce.

Diante do risco de fatalidades, o Serviço Nacional de Meteorologia recomendou a hidratação constante, a busca por áreas sombreadas e a atenção a sinais de exaustão térmica para quem permanecesse em locais abertos.

Com informações de G1

Notícias Relacionadas