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ONU confirma a execução de 129 prisioneiros de guerra ucranianos por forças russas

15 de Julho de 2026 às 06:12

A ONU confirmou a execução de 129 prisioneiros de guerra ucranianos por forças russas. A Procuradoria-Geral da Ucrânia abriu 116 inquéritos sobre a morte de 306 militares, enquanto a inteligência ucraniana registra mais de 900 mortos desde 2022

A Organização das Nações Unidas (ONU) confirmou a execução de 129 prisioneiros de guerra ucranianos por forças russas. No entanto, o governo da Ucrânia sustenta que a cifra real é significativamente superior e denuncia que Moscou intensificou o ritmo desses assassinatos a partir de 2023.

Investigações e Divergências Numéricas

A Procuradoria-Geral da Ucrânia instaurou 116 inquéritos para apurar a morte de 306 militares desde o início da invasão em 2022. Andriy Atamantchuk, responsável pelas investigações na Procuradoria, afirma que o volume de vítimas deve ser maior do que o documentado oficialmente.

Há uma disparidade nos dados dependendo da fonte:
* Procuradoria Ucraniana: Baseia-se em fatos documentados e comprovados.
* Serviço de Inteligência Ucraniano: Registra mais de 900 militares mortos em mais de 340 incidentes desde 2022, utilizando informações rápidas vindas da linha de frente.

De acordo com as Convenções de Genebra, soldados passam a ser prisioneiros de guerra e devem receber proteção imediata ao se renderem de forma inequívoca. A Ucrânia relata que a maioria das vítimas foi morta a tiros, citando inclusive vídeos de redes sociais que mostram execuções sumárias.

Política de Execuções e Responsabilidades

Para as autoridades de Kiev, as mortes não são incidentes isolados, mas parte de uma política deliberada de Moscou. Atamantchuk aponta que a estrutura de comando russa teria incentivado e facilitado esses crimes.

Até o momento, apenas cinco soldados russos foram condenados na Ucrânia por tais atos, sendo que dois desses julgamentos ocorreram à revelia. O governo russo, por sua vez, costuma negar acusações de crimes de guerra e rebate alegando que a Ucrânia comete infrações semelhantes.

O Caso da 110ª Brigada em Avdiivka

Um exemplo concreto dessa dinâmica ocorreu em fevereiro de 2024, durante a retirada de tropas ucranianas da cidade de Avdiivka. Andriy Dubnytsky, soldado da 110ª brigada, permaneceu em sua posição para proteger quatro companheiros feridos após ser atingido.

Em 15 de fevereiro, Dubnytsky informou à esposa, Lyudmyla Dubnytska, que o grupo provavelmente seria capturado. Posteriormente, a 110ª brigada acusou as forças russas de violar um acordo de retirada e assassinar soldados, incluindo Dubnytsky e seu colega Ivan Zhytnyk.

A confirmação da morte de Dubnytsky, de 25 anos, ocorreu dois dias após o desaparecimento, por meio de um vídeo em redes sociais russas que exibia corpos de militares ucranianos.

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