Mundo

ONU inclui Israel e Rússia em lista de responsáveis por violência sexual em conflitos armados

29 de Maio de 2026 às 09:23

A ONU incluiu forças de segurança de Israel e da Rússia em sua lista anual de responsáveis por violência sexual em conflitos armados. O relatório registra abusos contra prisioneiros na Ucrânia e nos territórios palestinos, com a negação de acesso de investigadores aos locais

ONU inclui Israel e Rússia em lista de responsáveis por violência sexual em conflitos armados
Jornal Nacional/ Reprodução

A Organização das Nações Unidas incluiu as forças de segurança de Israel e da Rússia em sua lista anual de responsáveis por violência sexual em conflitos armados. O documento, que será encaminhado ao Conselho de Segurança, destaca a ocorrência de abusos principalmente contra prisioneiros. A medida ocorre após um alerta emitido pelo secretário-geral da ONU, António Guterres, em agosto do ano passado, sobre o risco de ambos os países integrarem a relação.

Mesmo com a advertência prévia, a ONU manteve o registro de padrões de violência sexual vinculados aos territórios palestinos ocupados e à guerra na Ucrânia. O relatório aponta que as autoridades de Israel e da Rússia negaram sistematicamente o acesso de investigadores da organização aos locais dos fatos.

No cenário israelense, a ONU confirmou casos de violência sexual ocorridos desde 2023, incluindo tortura, contra 14 homens, sete mulheres, nove meninos e uma menina na Cisjordânia e na Faixa de Gaza. Os abusos, atribuídos a agentes do sistema penitenciário, forças de segurança e membros do Exército, envolvem estupros coletivos, uso de objetos para estupro, nudez forçada, agressões físicas nos órgãos genitais e revistas corporais sem justificativa de segurança. O órgão ressalta que os episódios confirmados em 2025 são apenas uma amostra de um padrão plurianual, dificultado pela restrição de acesso aos centros de detenção.

Em resposta, o embaixador de Israel na ONU, Danny Danon, classificou a decisão de Guterres como absurda e vergonhosa, criticando a equiparação do país ao Hamas. Como consequência, Israel decidiu congelar as relações com o gabinete do secretário-geral até o término de seu mandato, em 31 de dezembro.

Quanto à Rússia, o relatório detalha crimes cometidos por integrantes do sistema penitenciário e das forças armadas, tanto em solo russo quanto em territórios ucranianos ocupados. Com base em monitoramentos de direitos humanos na Ucrânia, a ONU contabilizou 310 casos de violência sexual ligados ao conflito, com predominância de vítimas masculinas. Os relatos, que incluem depoimentos de prisioneiros de guerra libertados, registram a ocorrência de choques elétricos, mutilações genitais e estupros.

Com informações de G1

Notícias Relacionadas