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Operação conjunta entre Estados Unidos e Nigéria elimina segunda liderança global do Estado Islâmico

16 de Maio de 2026 às 06:12

Operação conjunta entre Estados Unidos e Nigéria matou Abu-Bilal al-Minuki, segunda liderança global do Estado Islâmico. O alvo, que coordenava a filial da organização na África Ocidental, foi neutralizado em ação realizada na última sexta-feira

Operação conjunta entre Estados Unidos e Nigéria elimina segunda liderança global do Estado Islâmico
Elizabeth Frantz / Reuters

Uma operação conjunta entre forças especiais dos Estados Unidos e as Forças Armadas da Nigéria resultou na morte de Abu-Bilal al-Minuki, segunda liderança na hierarquia global do Estado Islâmico (ISIS). O anúncio foi feito pelo presidente Donald Trump e confirmado pelo homólogo nigeriano, Bola Ahmed Adekunle Tinubu, que descreveu al-Minuki como um dos terroristas mais ativos do mundo.

A missão, classificada por Trump como complexa e meticulosamente planejada, neutralizou o líder que utilizava o continente africano como base operacional oculta. O governo americano afirmou que a eliminação de al-Minuki interrompe o planejamento de atentados contra civis na África e alvos nos Estados Unidos, além de enfraquecer a estrutura global do grupo. Trump destacou a importância do suporte logístico e tático fornecido pelo governo da Nigéria na coordenação da ação.

Nascido em 1982 na província de Borno, na Nigéria, al-Minuki era a figura central na organização e no financiamento do Estado Islâmico. Ele assumiu o comando da filial da organização na África Ocidental em 2018, após a morte de Mamman Nur. Com histórico de combate na Líbia há mais de dez anos, o terrorista operava na região do Sahel e era alvo de sanções impostas pelos EUA desde 2023.

A ação de sexta-feira à noite integra uma série de missões secretas conduzidas por Trump este ano, que incluem a captura de Nicolás Maduro em janeiro e o início do conflito com o Irã dois meses depois. Anteriormente, em dezembro, o presidente americano já havia ordenado ataques contra o Estado Islâmico na Nigéria.

A presença militar dos EUA no país africano foi intensificada em fevereiro, com o envio de tropas para aconselhamento das forças locais, e em março, com a mobilização de drones, sob a justificativa de que cristãos eram alvos na crise de segurança nigeriana. A Nigéria enfrenta atualmente diversos grupos armados, incluindo dois afiliados ao Estado Islâmico, que se tornaram militantes proeminentes no continente após a queda do califado na Síria e no Iraque em 2017.

Com informações de G1

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