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Operação conjunta entre Estados Unidos e Venezuela mata líder do Tren de Aragua

13 de Junho de 2026 às 12:05

Héctor Rusthenford Guerrero Flores, líder do Tren de Aragua, morreu em operação conjunta entre Estados Unidos e Venezuela no estado de Bolívar. A ação ocorreu nesta sexta-feira (12) após confrontos armados

Operação conjunta entre Estados Unidos e Venezuela mata líder do Tren de Aragua
CONTA DO MINISTÉRIO DO PODER POPULAR PARA RELAÇÕES INTERNAS DA VENEZUELA

Héctor Rusthenford Guerrero Flores, conhecido como "Niño Guerrero" e apontado como o principal líder da organização criminosa transnacional Tren de Aragua, morreu em uma operação conjunta entre as forças de segurança dos Estados Unidos e da Venezuela. A ação, confirmada por ambos os governos nesta sexta-feira (12), ocorreu no sudeste do estado de Bolívar, onde o criminoso foi neutralizado após confrontos com grupos armados, em uma ofensiva descrita pelo presidente Donald Trump como um ataque rápido e letal organizado pelo Comando Sul dos EUA.

A trajetória de Guerrero no crime começou no início dos anos 2000, em Maracay, com delitos menores e roubos, evoluindo para crimes graves como o ataque a uma delegacia em 2005, que resultou na morte do cabo Oswaldo González. Preso em 2010 por homicídio, roubo e tráfico de drogas, ele foi enviado à prisão de Tocorón. Embora tenha escapado em 2012 e sido recapturado em 2013, Guerrero foi condenado formalmente em fevereiro de 2018 a 17 anos de reclusão por ocultação de armas de guerra, roubo de identidade, tráfico e homicídio, pena que não cumpriu integralmente.

Mesmo detido, Guerrero expandiu o Tren de Aragua para transformá-lo em uma das maiores facções da América Latina, utilizando a crise econômica e o fluxo migratório da Venezuela para impulsionar a organização. Sob seu comando, o Centro Penitenciário de Aragua foi transformado em um complexo com infraestrutura de luxo, que incluía cassino, boate, piscina, estádio de beisebol, playground, restaurantes, bares, caixas eletrônicos e até um zoológico com pumas, onças e avestruzes, além de criações de animais.

A queda do controle de Guerrero sobre a unidade ocorreu em 2023, quando uma operação militar venezuelana retomou o presídio, descobrindo túneis para o exterior e arsenais compostos por explosivos, granadas e lança-foguetes. Na ocasião, o líder da facção conseguiu fugir, fato que corroborou a análise da pesquisadora Ronna Rísquez sobre a permanência da estrutura da organização mesmo após a intervenção prisional.

A perseguição internacional culminou em dezembro de 2025, quando o governo de Donald Trump formalizou acusações contra Guerrero em um tribunal federal de Manhattan. Ele respondia por terrorismo, importação de drogas, crimes com armas de fogo e conspiração para extorsão. O Departamento de Justiça dos EUA havia estipulado uma recompensa de US$ 5 milhões por sua captura. Guerrero também figurava como réu em um processo federal em Nova York que envolve Nicolás Maduro, sua esposa Cilia Flores, o ministro do Interior Diosdado Cabello e um dos filhos do presidente venezuelano.

Com informações de G1

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