Otan inicia cúpula na Turquia com a guerra na Ucrânia como eixo central das discussões
Cúpula da Otan inicia nesta terça-feira (7), em Ancara, com foco na guerra da Ucrânia e pedidos de suporte militar de Volodymyr Zelensky. O secretário-geral Mark Rutte prevê contratos bilionários para a defesa da aliança, enquanto Donald Trump exige maior investimento dos países parceiros. A agenda de Trump inclui reuniões com Zelensky e com o presidente interino da Síria, Ahmed al Sharaa
/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a/internal_photos/bs/2026/w/A/QYw9gRReu6vN5NuJpX1w/2026-04-09t151332z-1783026082-rc2rlkapt3g4-rtrmadp-3-usa-nato.jpg)
A cúpula da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) começa nesta terça-feira (7), em Ancara, na Turquia, com a guerra na Ucrânia como eixo central das discussões. O encontro ocorre em um momento de pressão do governo ucraniano por suporte militar para enfrentar a ofensiva russa. O presidente Volodymyr Zelensky terá uma agenda bilateral com Donald Trump, que indicou que tratará a questão posteriormente com o líder russo, Vladimir Putin.
A urgência de Kiev se intensificou após ataques recentes a Kiev, que resultaram na morte de 22 pessoas. Relatórios da Força Aérea da Ucrânia revelaram a incapacidade de interceptar qualquer um dos 23 mísseis balísticos disparados por Moscou, evidenciando a escassez de interceptores norte-americanos. Zelensky criticou a ausência de sistemas de defesa Patriot, tecnologia de mísseis terra-ar da Raytheon Technologies enviada pelos Estados Unidos em 2025. Considerado um dos escudos antimísseis mais sofisticados do mundo, o Patriot é visto pelo governo russo como uma provocação.
Paralelamente às demandas ucranianas, o secretário-geral da Otan, Mark Rutte, anunciou na segunda-feira (6) a previsão de contratos na casa dos bilhões de dólares para ampliar a capacidade de defesa da aliança militar. No entanto, a promessa de investimentos coincide com tensões internas geradas por Donald Trump. O presidente americano classificou a relação atual dos Estados Unidos com a Otan como "unilateral" e "ridícula", exigindo que os países parceiros elevem seus gastos com defesa.
As fricções de Trump estendem-se a outros membros do bloco. O republicano mantém a intenção de anexar a Groenlândia, território da Dinamarca, e entrou em conflito público com a primeira-ministra italiana, Giorgia Meloni. Trump alegou que a premiê teria implorado por uma fotografia durante a cúpula do G7, na França, em junho, afirmação negada por Meloni. Recentemente, o americano publicou uma imagem manipulada da líder italiana com a legenda "Ordem de restrição necessária".
A agenda de Trump em Ancara também prevê um encontro com Ahmed al Sharaa, presidente interino da Síria, ao longo dos dois dias de evento.