Mundo

Padre afirma que grupo excomungado será reintegrado à Igreja Católica sob novo pontífice

05 de Julho de 2026 às 15:02

Um padre da Fraternidade Sacerdotal São Pio X afirmou que o grupo será reintegrado à Igreja Católica sob um novo pontífice. A declaração ocorre após a excomunhão da organização, motivada pela ordenação de quatro bispos sem autorização papal

Um padre da Fraternidade Sacerdotal São Pio X afirmou, no último domingo (5), que o grupo ultraconservador será reintegrado à Igreja Católica sob a liderança de um novo pontífice. A declaração ocorre após a excomunhão da seita, decidida na quarta-feira (1º), devido à ordenação de quatro bispos sem a autorização do Papa Leão.

Sediada na Suíça e fundada em 1970, a fraternidade possui adeptos globalmente e defende a manutenção da missa tradicional em latim, além de rejeitar diálogos formais com quem não seja católico. O grupo sustenta que a Igreja se afastou da fé verdadeira e argumenta que o atual papa não acolheu suas demandas.

Durante sermão proferido em alemão, o padre Kopf negou a intenção de criar uma igreja paralela ou de romper definitivamente com Roma. Ele justificou que as ordenações foram motivadas pelo zelo à salvação das almas e pelo amor à instituição.

O Vaticano, por sua vez, informou que tentou estabelecer um diálogo antes do cisma. A Santa Sé ressaltou que a consagração de bispos sem a devida aprovação é classificada como uma infração grave, o que torna a excomunhão automática.

Este episódio repete um conflito anterior ocorrido no final da década de 1980, quando Marcel Lefebvre, fundador da fraternidade, também consagrou quatro bispos sem o consentimento do Papa João Paulo II, resultando na excomunhão dos participantes. Naquela ocasião, a punição foi suspensa em 2009 pelo Papa Bento XVI, que priorizou a unificação da Igreja. Kopf manifestou a convicção de que um futuro papa adotará postura semelhante para restaurar o espaço da tradição.

Notícias Relacionadas