Papa Leão XIV defende a unidade nacional e a justiça social nos 250 anos dos Estados Unidos
O papa Leão XIV defendeu a unidade nacional e a justiça social durante a celebração dos 250 anos da independência dos Estados Unidos. O pontífice, condecorado com a Medalha da Liberdade, pediu o resgate dos princípios de igualdade e democracia da Declaração de Independência
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O papa Leão XIV, primeiro norte-americano a chefiar a Igreja Católica, utilizou a celebração dos 250 anos da independência dos Estados Unidos para defender a unidade nacional e a justiça social. Em mensagem oficial transmitida do Vaticano para o National Constitution Center, na Filadélfia, o pontífice destacou que a tradição histórica de acolhimento a imigrantes transformou o conceito de "América" em um símbolo global de liberdade.
Durante a cerimônia, na qual foi condecorado com a Medalha da Liberdade, Leão XIV instou a população a resgatar os princípios da Declaração de Independência, especificamente a igualdade entre os homens, a busca pela felicidade e a premissa de que o poder governamental emana do povo. O líder religioso defendeu que a prosperidade do país dependa de uma união baseada em ideais permanentes, e não em objetivos passageiros.
A fala ocorre em um contexto de tensões entre o Vaticano e a Casa Branca. No primeiro ano de seu pontificado, Leão XIV classificou como desumanas as políticas de imigração e a condução da guerra do Irã sob a gestão de Donald Trump. Em contrapartida, o presidente republicano rebateu as críticas chamando o papa de fraco e declarando que não há obrigatoriedade de concordar com suas posições. Embora tenha evitado citar nomes de líderes políticos em seu discurso mais recente, o pontífice reiterou a necessidade de soluções de longo prazo para os conflitos internos dos Estados Unidos.