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Papa Leão XIV pede o fim de guerras e critica o uso da fé para legitimá-las

11 de Abril de 2026 às 18:42

Durante vigília na Basílica de São Pedro neste sábado (11), o papa Leão XIV pediu que nações poderosas cessem as guerras. A declaração coincidiu com diálogos no Paquistão entre emissários dos Estados Unidos e do Irã. As partes buscam finalizar um confronto que dura seis semanas

O papa Leão XIV pediu neste sábado (11) que as potências mundiais interrompam os conflitos armados, classificando a guerra como uma "loucura". O apelo ocorre simultaneamente a um encontro no Paquistão entre representantes dos Estados Unidos e do Irã, que buscam encerrar um embate iniciado há seis semanas.

Durante vigília na Basílica de São Pedro, o primeiro pontífice norte-americano criticou a utilização de termos religiosos para legitimar confrontos e alertou que a percepção de onipotência global tornou-se imprevisível. Leão XIV afirmou que a estabilidade da família humana foi comprometida e que o nome de Deus tem sido associado a discursos de morte.

O pontífice, conhecido por sua cautela verbal, adotou um tom incisivo ao citar relatos de crianças em zonas de conflito sobre a desumanidade e o horror vividos. Ele rejeitou a exibição de poder e a priorização do dinheiro e do ego em detrimento da paz.

A manifestação resgatou a posição da Igreja contra a invasão do Iraque em 2003, lembrando o pedido de paz feito por João Paulo II dias antes daquele conflito. Anteriormente, em 30 de março, o atual papa já havia declarado que as preces de governantes que iniciam guerras e possuem as mãos sujas de sangue são rejeitadas por Deus.

As críticas do papa são interpretadas por setores conservadores do catolicismo como um recado ao secretário de Defesa dos EUA, Pete Hegseth. O oficial utilizou argumentos cristãos para validar as ofensivas conjuntas de Washington e Israel contra o Irã.

A celebração de oração deste sábado havia sido anunciada pelo pontífice no último domingo, durante sua mensagem de Páscoa.

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